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		<title>Barbara Gancia: &#8220;Ai, que saudades do ex-prefeito Kassab!&#8221;</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/barbara-gancia-ai-que-saudades-do-ex-prefeito-kassab/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 22:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A colunista da Folha de S. Paulo, em texto publicado nesta sexta-feira, 24, comenta os primeiros meses da atual gestão da Prefeitura de São Paulo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Folha de S. Paulo &#8211; 24/05/2013</em></p>
<p>Continuo aqui falando para as paredes e o pessoal segue sem dar a mínima. E a cada semana que passa a polarização aumenta.</p>
<p>A presidente Dilma manda seu boneco de ventríloquo, Celso Amorim (tão pequenino que dá para sentá-lo no colo e manipular sua cabecinha, uma graça, não?) garantir que ninguém irá tripudiar sobre a decisão derradeira do STF, de 2010, que decidiu manter a Lei da Anistia intocada. Mas alguém duvida que a presidente não esteja doidinha pra ver a Comissão da Verdade bagunçar tudo?</p>
<p>É justo e necessário, do ponto de vista histórico e emocional, para as famílias das vítimas e para nossa memória, que se reconstituam os fatos. Mas daí a rever o que já foi sacramentado e funciona dentro do limite do possível já são outros 450.</p>
<p>Há mais benefícios ou perdas a serem computados naquilo que propõe a Comissão da Verdade, neste momento em que o país passa por um delicado confronto ideológico, que só pode acabar servindo a uma oposição humilhada por uma derrota atrás da outra que, no afã de eleger José Serra a qualquer custo, entregou-se aos braços do que há de mais atrasado no que diz respeito ao conservadorismo da elite tapuia?</p>
<p>Será que o embate só terá fim quando a cabeça de Lula, Zé Dirceu, Aécio ou Eduardo Campos for apresentada em banquete sobre uma bandeja carregada por uma rebolante Salomé?</p>
<p>E que contribuição para equilibrar e elevar a conversa tem prestado Fernando Haddad, que deveria ser um expoente de seu partido, mas, até agora, se revelou um zero a esquerda (o trocadilho cai de letra)? Pois é, parece que o prefeito de São Paulo se contentou em trocar o papel de gestor por aquele de líder de torcida em dia de Fla-Flu. Sinal de sua colossal falta de sensibilidade foi um dos primeiros gestos simbólicos, o de endossar com entusiasmo a lei que muda o nome de vias públicas que tenham sido batizadas com nomes de militares aqueles que violaram direitos humanos durante o regime militar.</p>
<p>Ora, ora. Se tem uma coisa que paulistano odeia é vereador que dá nome a rua. Trata-se do símbolo máximo do descaso da Câmara com a cidade, de perder tempo com aquilo que não é prioridade.</p>
<p>Iluminação, limpeza, pavimentação, dedetização de mosquito, poda em praça, melhora na coleta de lixo, nem aos menos nas ações mais prosaicas o paulistano viu qualquer melhora nestes primeiros meses de Haddad na prefeitura.</p>
<p>Agora vem esse aumento da tarifa de ônibus inferior ao esperado e o prefeito anuncia como vitória e forma de &#8220;ajudar no desenvolvimento do país&#8221; por ser medida que serve para conter a inflação.</p>
<p>Alô, Fernando Haddad! O paulistano não é mané. Sua medida é um modo de maquiar índices da inflação e iludir. A Petrobras vende gasolina mais barata do que custa para produzir. Esse nabo sempre sobra para a gente. E sua gracinha com a tarifa significa subsidiar empresas de transporte em R$ 1,25 bilhão em vez dos R$ 660 milhões previstos, comprometendo Orçamento e renegociação da dívida da prefeitura.</p>
<p>Prefeitura, diga-se, cujo secretariado é composto por um saco de gatos que vai desde os apadrinhados daquele que contraiu boa parte desse ônus monumental, ou seja, Maluf, até a turma do PC do B. Como essa gente interage?</p>
<p>É cedo para previsões, mas se tivesse de apostar um picolé de limão sobre um termo para definir a prefeitura de Haddad, eu diria que ele será&#8230; &#8220;inércia&#8221;.</p>
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		</item>
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		<title>Em Sorocaba, Kassab defende eficiência na gestão pública</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/em-sorocaba-kassab-defende-eficiencia-na-gestao-publica/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 19:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Presidente nacional do PSD concedeu entrevista ao vivo à Rádio Ipanema, emissora da cidade, e falou da falta de recursos públicos para saúde, educação e segurança.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5857" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/kassab_Ipanema.jpg"><img class="size-full wp-image-5857" title="kassab_Ipanema" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/kassab_Ipanema.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">Kassab concede entrevista à Rádio Ipanema, em Sorocaba.</p></div>
<p>O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, disse nesta sexta-feira, em Sorocaba, que o partido está empenhado em sua proposta de renovação da política brasileira, principalmente na administração dos recursos públicos. “As pessoas querem eficiência de gestão e, em consequência, melhor qualidade de vida”, disse ele, que concedeu entrevista ao vivo à Rádio Ipanema, emissora de Sorocaba, interior de São Paulo.</p>
<p>Kassab falou da falta de recursos públicos para saúde, educação e segurança e sobre como o PSD se prepara para a eleição de 2014, a primeira para governador e presidente da República que o partido disputa. Ouça aqui a íntegra da entrevista.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/cWNVgVnaWXc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Propostas para o combate ao crime no Brasil</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/propostas-para-o-combate-ao-crime-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 19:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Cadernos Democráticos são publicações da fundação para estudos e formação política do PSD, o Espaço Democrático. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Combater a criminalidade, reduzir a violência e garantir segurança para os brasileiros é um dos maiores desafios que se apresentam hoje para o poder público e a sociedade civil.</em></p>
<p><em><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/Túlio-Kahn-consultor-segurança-pública-do-Espaço-Democrático.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5862" title="Túlio Kahn, consultor segurança pública do Espaço Democrático" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/Túlio-Kahn-consultor-segurança-pública-do-Espaço-Democrático-310x170.jpg" alt="" width="310" height="170" /></a>Este texto contém um diagnóstico do problema e diversas propostas para sua solução. Elaborado pelo sociólogo e cientista político<strong> Túlio Kahn</strong> (foto), especialista que coordena o Conselho Temático de Segurança Pública do Espaço Democrático, o trabalho é resultado de estudos e debates que tiveram a participação de <strong>Amaury de Souza, André Zanetic</strong>, coronel <strong>José Vicente da Silva</strong>, general <strong>Antonio Luiz Burgos</strong> e coronel <strong>Álvaro Camilo</strong>, entre outros que se dispõem generosamente a contribuir na busca de soluções para os problemas brasileiros.  </em></p>
<p><em>O Espaço Democrático é a fundação para estudos e formação política do PSD. Foi criado para formar militantes, estimular debates, pesquisar, planejar e apresentar ideias e propostas. Para isso, tem em sua estrutura um Núcleo de Estudos com mais de 20 diferentes Conselhos Temáticos, compostos por personalidades de expressão nos diversos setores da vida nacional, muitos deles sem qualquer vinculação partidária.</em></p>
<p><em>As propostas aqui expostas são apenas uma contribuição aos debates internos do PSD, que deverão conduzir ao texto definitivo do programa partidário. Complementarmente, outros textos estão em produção sobre temas correlatos, como os do sistema prisional, do Judiciário e dos direitos humanos.</em></p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="line-height: 26.666667938232422px;">Diagnóstico</span></span></strong></span></h2>
<p>A redução da criminalidade e da violência e a garantia da segurança dos cidadãos são hoje um grande desafio para o poder público e a sociedade civil. A violência e criminalidade atingem níveis epidêmicos em algumas regiões do País, principalmente na periferia das grandes cidades e regiões metropolitanas do Norte e Nordeste, que presenciaram um crescimento abrupto da criminalidade na última década. O crime organizado corrompe e enfraquece organizações públicas e privadas, até mesmo aquelas responsáveis pelo controle da criminalidade e da violência. A população tem pouca confiança nas policias e nas demais organizações do sistema de justiça criminal &#8211; identificadas como parciais, na medida em que protegem os direitos e interesses dos grupos de alta renda em detrimento dos grupos de baixa renda.</p>
<p>Os brasileiros, principalmente habitantes das grandes cidades, sentem que vivem numa sociedade e numa época violentas. Em algum momento na década de 70 a situação criminal do país se deteriora rapidamente, com os homicídios atingindo seu pico por volta de 2003. Entre as causas deste aumento estão o crescimento rápido e desorganizado das periferias dos grandes centros urbanos, o aumento da proporção de jovens na população, a proliferação das armas de fogo, o crescimento do crime organizado, em especial do tráfico de drogas, o aumento das disparidades sócioeconômicas e o despreparo e falta de recursos das polícias.</p>
<p>Esse crescimento contínuo da criminalidade e da insegurança foi também agravado por outros fatores, tais como: taxas elevadas de desemprego; a falta de articulação entre as polícias dos Estados e destas com a esfera federal; a insuficiência generalizada de juízes, delegados, policiais e equipamentos; a falta de treinamento e de remuneração adequada aos profissionais da segurança; as flagrantes violações aos direitos fundamentais dos cidadãos na rotina de policiamento e de investigação criminal; a falta crônica de vagas no sistema carcerário; leis penais antiquadas para a realidade do crime transnacional e globalizado. Como resultado destas mazelas, a população brasileira sente-se insegura.</p>
<p>A taxa média de homicídios para os 108 países investigados pela ONU (United Nations  Surveys of Crime Trends and Operations of Criminal Justice System) é de 8,5 por 100 mil habitantes, o que equivale a cerca de um terço da taxa brasileira, estimada em 24,1 por 100 mil. Quando separamos os países pelo grau de desenvolvimento industrial, observamos que uma taxa elevada de homicídios é característica das nações em desenvolvimento, estágio do Brasil, sendo mais baixa tanto nos países menos desenvolvidos quanto nos países industrializados. Mesmo quando comparada com o grupo de países em desenvolvimento, a violência brasileira chama a atenção, pois apresenta quase o dobro da taxa desses países, estimada em 12,7 por 100 mil. O crescimento da violência nas últimas décadas tem sido um dos maiores desafios para o desenvolvimento da América Latina. As taxas de homicídio colocam a região como uma das mais violentas do mundo, com taxas duas vezes maiores do que a média mundial (BEATO, 2002).</p>
<p>A retomada da economia após a crise de 2003, a progressiva redução da desigualdade social, a edição do Estatuto do Desarmamento em 2003,  a melhora da eficiência policial em alguns Estados e a diminuição na proporção de jovens na população, a intensificação da participação do governo federal e dos municípios na luta contra o crime, entre outros fatores, parece estar estabilizando e mesmo reduzindo a criminalidade violenta em alguns Estados do Sudeste do país.</p>
<p>A queda dos homicídios pode ser observada especialmente nas grandes cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco, para mencionar apenas as principais. Todos esses Estados têm em comum uma grande população, mas uma taxa de crescimento demográfico baixa entre 2000 e 2010. As polícias desses Estados vêm passando por extensas reformas gerenciais nos últimos anos e contam com políticas específicas para o controle dos homicídios. Se analisarmos os crimes contra o patrimônio pelo indicador roubo de veículo, que é bastante confiável, observaremos quedas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas e crescimento apenas moderado em Pernambuco. Este contexto de diminuição ou baixo crescimento do crime patrimonial ajuda a entender por que nesses Estados o desarmamento da população foi mais bem sucedido do que em outros, como os do Norte e Nordeste. Menos preocupados com sua segurança pessoal, a população destes estados acatou melhor a política nacional de desarmamento, com reflexos indiretos sobre os homicídios.</p>
<p><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/tabela-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5791" title="tabela 1" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/tabela-1.jpg" alt="" width="692" height="846" /></a></p>
<p>A queda dos homicídios no Sudeste na última década mostra que, com boa gestão, é possível diminuir a criminalidade em curto prazo e que não é preciso esperar por uma grande transformação social e econômica do país para garantir taxas de criminalidade menores para a população.</p>
<p>Mesmo com esta queda pontual em alguns Estados nos últimos anos, segurança pública é ainda uma das questões que mais afligem a população brasileira. Por isso, o PSD defende uma mudança profunda no sistema de segurança interna do país, com forças de segurança modernizadas, bem pagas, bem equipadas e bem treinadas, que atuem de forma eficiente e pautadas na defesa da ordem e dos direitos individuais.</p>
<p><strong>Sensação de insegurança</strong></p>
<p>Como já vimos, a segurança pública é uma das questões que mais afligem a população brasileira e um dos maiores desafios do país. Elevados índices de criminalidade afetam nossos níveis de sociabilidade e comportamento. A sensação de medo produzida pela violência termina por solapar os laços de solidariedade social aos mais necessitados, às minorias, aos viciados em drogas, etc.</p>
<p>Larke e Felson (1993) já disseram que as pessoas mais aptas a prevenir os crimes são os vizinhos, familiares, transeuntes, etc. Mas o medo e a insegurança encorajam as pessoas a levantar barreiras físicas para proteção e, consequentemente, reduzem as possibilidades de contato entre os vizinhos e as oportunidades para trocas de informação, ao mesmo tempo que  aumentam a desconfiança entre as pessoas. Ou seja, o medo e a insegurança dificultam a prevenção do crime pela utilização dos espaços públicos. As crenças, nesse caso, representam um entrave para a prevenção da violência.</p>
<p>A exposição constante à violência, direta ou indiretamente, pode alterar o modo como o indivíduo encara a violência: um efeito é a banalização de determinados tipos de violência em áreas de elevada incidência de homicídios, isto é, a violência passa a ser utilizada como instrumento de resolução de conflitos de modo tão corriqueiro que as pessoas deixam de encarar certos atos como violência. Muitas vezes os moradores das periferias dos grandes centros urbanos, onde são elevadas as taxas de homicídio, sentem-se mais seguros na vizinhança do que os moradores das áreas nobres, que são afetadas pelos crimes patrimoniais.</p>
<p>Tendo ou não sido vítimas de crimes nos últimos anos, os habitantes dos centros metropolitanos brasileiros sentem-se bastante inseguros, mercê do crescimento da violência nas últimas duas décadas. Dois terços julgam-se prováveis vítimas de algum furto ou roubo até o próximo ano, 57 % afirmam ter mudado de comportamento por razões de segurança e um terço dos entrevistados sente-se inseguro na própria vizinhança e conversou sobre crimes nas últimas duas semanas.</p>
<p>Assim, além de políticas direcionadas à prevenção e repressão ao crime, o PSD defende o estabelecimento de políticas específicas para reduzir a sensação de insegurança da população, que afeta a qualidade de vida e a economia do país.</p>
<p><strong>Prevenção e redução de fatores de risco, como álcool, armas e drogas</strong></p>
<h3>Políticas de segurança, justiça  e cidadania não se fazem apenas com os recursos do sistema de justiça criminal, mas também atuando preventivamente sobre a redução dos fatores de risco. Neste contexto, armas, álcool e drogas são fatores que exponenciam a violência e a criminalidade e precisam ser tratados como problemas de saúde pública. </h3>
<p>As bebidas alcoólicas são um dos mais importantes fatores criminógenos, isto é, que levam ao crime e multiplicam a violência. O álcool diminui a capacidade cognitiva e aumenta a probabilidade de respostas agressivas do indivíduo na presença de uma provocação (Exum, 2002). O indivíduo alcoolizado apresenta déficits tanto na atenção quanto na capacidade de julgamento e fica mais vulnerável não apenas à vitimização por homicídio, mas também em outras situações envolvendo acidentes e violências. Álcool e violência estão associados, seja pelos efeitos farmacológicos da bebida, seja porque indivíduos violentos ou com intenção de cometer violência bebem ou ainda porque consumo de álcool e comportamentos violentos são ambos indicadores de uma dimensão que pode ser denominada “comportamento de risco” (Markowitz, 2000).</p>
<p>Uma revisão de 331 estudos médicos norte-americanos publicados entre 1975 e 1995 revelou que as vítimas apresentaram resultados positivos para álcool em 29% dos suicídios, 38% dos homicídios culposos, 40% dos acidentes fatais de trânsito e 41% dos homicídios. Esse percentual eleva-se para 50% entre os mortos por afogamento e cai para 16% entre os mortos por estrangulamento ou sufocamento. [ANNALS OF EMERGENCY MEDICINE 33(6):659-668 (1999)]</p>
<p>Levantamentos realizados pelo CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – estimam que entre 7 e 11% da população brasileira podem ser considerados dependentes de álcool. Entre os jovens do sexo masculino, a prevalência de dependentes de álcool sobe para 24%, de acordo com a pesquisa realizada em 2001 nas 107 cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes. E 69% dos pesquisados revelaram ter usado álcool alguma vez na vida, sendo a prevalência elevada mesmo entre adolescentes entre 12 a 17 anos (48%).</p>
<p>Existem muitas estratégias para desestimular o uso do álcool. Entre as melhores práticas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, estão o estabelecimento de uma idade legal mínima para a compra de álcool, restrições nas horas ou nos dias de venda (Lei Seca), restrição na densidade de bares e pontos de revenda por área, taxação, fiscalização dos níveis de embriaguez pela polícia, redução nos limites legais de concentração de álcool no sangue, suspensão administrativa da licença para dirigir dos motoristas embriagados, licenças “progressivas” para dirigir, para os novos motoristas. Campanhas educacionais ou de conscientização não têm mostrado efetividade, ao contrário do aumento da taxação, que parece ser a medida mais eficaz para reduzir o consumo. (OMS, Problemas Públicos de Saúde Causados pelo álcool, relatório do Secretariado EB115/37, 24 de dezembro de 2004). A taxação tem efeito direto sobre o nível de consumo de álcool na sociedade e indiretamente sobre crimes como roubos, agressões e violência sexual (Markowitz, 2000). </p>
<p>Com relação às drogas, é preciso atuar de forma preventiva e definindo o problema como uma questão de saúde pública e não apenas de repressão policial. É preciso transferir o comando da SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas) para profissionais da área de saúde,  transferindo-a para o Ministério da Saúde ou o futuro Ministério da Segurança. É preciso ampliar a discussão para abarcar também o problema das drogas legais, como remédios e as bebidas alcoólicas, que são grandes geradores de violência, com campanhas e medidas para diminuir seu uso e propaganda entre os jovens. </p>
<p>Quando se consulta a população sobre as principais causas da violência, dois fatores se destacam: a situação econômica (o desemprego; a pobreza e a miséria) e o tráfico de drogas. Essa percepção explica porque a população responsabiliza em parte o governo federal pela violência, mesmo que ele não controle as polícias. O tráfico, apontam as pesquisas, é o tipo de crime que a população mais teme, mais do que os roubos e os estupros (32,5% em média vê o tráfico como crime que mais ameaça, CNT/Sensus).</p>
<p>Como se explica esse temor? É que o crime patrimonial produz apenas um dano temporário e um prejuízo financeiro, que pode ser reposto. Porém o tráfico de drogas, na medida em que alicia os jovens, pode trazer consequências permanentes e desastrosas para a família: um jovem viciado larga os estudos, o trabalho, anda com maus elementos, furta objetos em casa para sustentar o vício, se envolve com roubos, cria problemas com a polícia e a Justiça, e pode até acabar morto. A droga, enfim, implica perigo muito maior do que um simples roubo porque desestrutura a família da vítima.</p>
<p>O viciado que compra droga para consumo próprio deve ser tratado como um doente e não como um delinquente, e desde que exista um sistema que ofereça tratamento público adequado, ele deve ser forçado a se tratar, em seu benefício e da sociedade. O congresso aprovou em 2006 uma nova legislação sobre drogas (lei 11.343/06), adotando uma postura de “proibicionismo moderado”, isto é, as drogas não foram legalizadas – o uso ainda é crime &#8211; mas o usuário não é mais punido com pena de prisão, postura já adotada por diversos países, como Portugal. Os usuários não devem receber sansões prisionais, que estigmatizam a pessoa, mas sansões como recomendação ou obrigatoriedade de tratamento médico, obrigatoriedade de frequentar cursos de qualificação, proibição de frequentar locais de risco, multas ou penas alternativas.</p>
<p>Não vemos necessidade de alterar novamente este ponto e descriminalizar o uso das drogas, mas a legislação precisa ainda ser aperfeiçoada, pois não distingue por critérios objetivos de quantidade o usuário do traficante, nem os diversos níveis na hierarquia do tráfico. O resultado é o arbítrio, penas desproporcionais e a lotação dos tribunais e dos presídios com gente que não oferece riscos. Estima-se que 20% da população prisional brasileira cumpra pena por crimes relacionados a drogas, muitos deles pequenas mulas e traficantes-dependentes. Além de sugerir aperfeiçoamentos na legislação, nossa proposta também é de oferecer tratamento médico ao viciado através da rede pública de saúde e adotar políticas de prevenção, redução da demanda e redução de danos, que pode contribuir para diminuir as doenças transmissíveis e as mortes devido ao uso excessivo ou inadequado.</p>
<p>Ações no sentido de auxiliar dependentes químicos a reduzir o consumo de drogas ou a manter abstinência têm sido insuficientes. Dependentes químicos de baixa renda não dispõem de serviços públicos de tratamento e reabilitação a custos baixos. Investir em tratamento e reabilitação de qualidade é uma maneira moderna, em termos de direitos humanos, de efetivamente reduzir o número de clientes e, portanto, a renda dos traficantes. Além disso, em tempos de restrições orçamentárias, tal ação já provou uma relação de custo-benefício em comparação com outras intervenções. A política pública mais dispendiosa é não fazer nada (V. o documento do UNDCP “Investing in drug treatment”).</p>
<p>Com relação a armas de fogo, a legislação brasileira avançou bastante com o Estatuto do Desarmamento de 2003, mas a implementação do mesmo tem sido desigual nos Estados. Reduzir o crime e a sensação de insegurança são as melhores maneiras de reduzir a quantidade de armas em circulação de forma voluntária, mas independente desta redução, é preciso incentivar a cultura do desarmamento e estimular estratégias de busca e apreensão de armas ilegais pelas polícias estaduais, bem como combater o contrabando de armas ilegais nas fronteiras.</p>
<p>Definição e regulamentação do papel do Poder Municipal na segurança</p>
<p>Assim como o Governo Federal, também os municípios passaram a assumir um papel mais ativo na área da segurança pública nos últimos 20 anos, não apenas com a criação das Guardas Municipais, mas também com a alocação das demais secretarias municipais no enfrentamento dos indutores da violência, da desordem urbana, da criminalidade e da sensação de insegurança da população. O artigo 144 da Constituição reduz bastante a função das Guardas, limitando-as à proteção dos “próprios municipais”, sem lhes atribuir o “poder de polícia”, já reconhecido pela jurisprudência.</p>
<p>Do ponto de vista da racionalização e organização dos órgãos de segurança, é melhor que as Guardas assumam um papel complementar ao das polícias estaduais e o governo federal deve orientá-las e capacitá-las para o enfrentamento da desordem urbana, que hoje se sabe estar relacionada à criminalidade e à sensação de insegurança da população. Policiais de “qualidade de vida”, que zelam pelas posturas municipais com relação à limpeza, iluminação, comércio irregular, silêncio e organização do território contribuem fortemente para a melhoria do ambiente e indiretamente para o controle da criminalidade.</p>
<p>É preciso lembrar também que a Guarda não é o único recurso das prefeituras e que há um imenso espaço para ações preventivas através de políticas municipais de cultura, esportes, habitação e outras. Mesmo com esta função complementar das polícias estaduais e federal, é preciso garantir poder de polícia para as Guardas Municipais, conciliando a legislação com a realidade. Na prática, os municípios já dão às Guardas atribuições além das previstas na Constituição, naquilo que é da sua competência decidir. Em algumas cidades a GCM cuida de fiscalizar ambulantes, das áreas de interesse ambiental, coíbe invasões e faz remoções, aborda e encaminha pessoas em situação de rua, especialmente crianças, e atua complementarmente em ações de segurança pública, sobretudo em casos de flagrante e evidência de risco em áreas da sua atuação, como escolas, parques e praças. Mas ajustar a Constituição é importante para explicitar que as Guardas fazem parte do sistema de segurança e devem ser constituídas apenas se observarem os requisitos estabelecido em lei complementar e ordinárias federais.</p>
<p>Manter uma estrutura própria de segurança é custoso e nem todos os municípios tem condições de arcar com mais essa função. Além disso, muitos problemas de segurança são intermunicipais, especialmente em áreas conurbadas, como as regiões metropolitanas. Assim, seria desejável a formação de consórcios intermunicipais – tal como o Fórum Metropolitano de Segurança de São Paulo – para formular, financiar e administrar políticas intermunicipais de segurança, diminuindo os custos para todos.</p>
<p>O mesmo artigo 144 da Constituição engessa a estruturação das polícias no Brasil, na medida em que determina a existência de duas polícias separadas, uma judiciária (Civil) e outra ostensiva (Militar). Ainda que a unificação das polícias seja um processo de longo prazo, é preciso dar passos no sentido da integração de ambas, medida apoiada pela massa dos policiais e da população brasileira. Propomos que este artigo seja retirado da Constituição, permitindo aos Estados e às polícias que o desejarem, iniciar este lento processo de integração, criando estruturas policiais únicas e de ciclo completo.</p>
<p>Defesa das fronteiras terrestre, aérea e marítima</p>
<p>O Brasil tem fronteiras territoriais e marítimas gigantescas, fazendo divisa com diversos países limítrofes. Estas fronteiras são hoje pouco vigiadas, facilitando a criminalidade com consequências danosas para a economia do país. Os efetivos e recursos da Polícia Federal são escassos frente à extensão do problema e através das fronteiras existe um intenso tráfego ilegal de armas, drogas, pessoas, veículos roubados, mercadorias contrabandeadas e todo tipo de ação ilícita. A fiscalização dos portos é igualmente precária, facilitando a entrada e saída de produtos ilegais, uma vez que atualmente a fiscalização é realizada com amostras pequenas das cargas.</p>
<p>É consenso entre os analistas que as fronteiras precisam ser reforçadas e a necessidade de contar com mais pessoal e, especialmente, recursos tecnológicos de ponta para executar a tarefa de forma satisfatória. A fragilidade no controle das nossas fronteiras, portos e aeroportos tem contribuído com a ampliação do tráfico e do consumo de drogas a céu aberto em todo o país. O uso do crack é uma realidade até nos municípios de pequeno porte e na zona rural. A população de Norte a Sul sofre com as consequências da droga. Os governos municipais se sentem impotentes e os governos estaduais não possuem estrutura suficiente para lidar com esta grave realidade.</p>
<p>O tráfico de drogas, que domina extensas áreas das principais regiões urbanas e afeta outras modalidades criminosas, tornou o Brasil o segundo maior consumidor mundial e um dos maiores centros de movimentação de cocaína no mundo. Estima-se que o país consuma de 40 a 50 toneladas de cocaína ao ano, “exportando” outro tanto. As polícias estaduais e federal apreendem apenas cerca de 15% desse volume de droga, que invade o território nacional a partir da Colômbia, Peru e Bolívia.</p>
<p>A falsificação de equipamentos, remédios, CDs/DVDs, vestuário, combustível, bebidas, computadores, celulares, cigarros e outras piratarias constitui rica atividade de negócios criminosos, que impede maior geração de emprego e renda e gera perda de quase 30 bilhões de reais em impostos por ano. Segundo estudos da PriceWaterhouse &amp; Coopers, com apenas a redução de 25% na pirataria no setor de informática o país deixaria de perder 1,7 bilhão de reais ao ano, gerando cerca de 25 mil novos empregos. O combate à pirataria tem que ser liderada pelo governo federal junto com os governos estaduais e municipais, reforçando as organizações públicas e da sociedade de forma permanente e não ocasionalmente.</p>
<p><strong>Reestruturação do Sistema Nacional de Segurança Pública</strong></p>
<p>Atualmente, os governos estaduais traçam autonomamente suas políticas de segurança pública. Num nível mais amplo, o combate ao crime sente falta de uma integração nacional e de uma Política Nacional de Segurança Pública. Um órgão estratégico de abrangência nacional, como o Ministério da Segurança Pública, deveria operacionalizar a troca de informações sobre criminosos entre as diversas unidades da Federação, estabelecer padrões de atuação policial, disseminar as experiências exitosas de combate ao crime para todos os Estados e coibir o abuso da violência policial.</p>
<p>A Constituição coloca os Estados como os principais responsáveis pela gestão da segurança, cabendo ao Governo Federal diminuta parcela dessa responsabilidade. O Governo Federal pode, contudo, atuar no combate à criminalidade &#8211; sem interferir nos assuntos internos dos Estados e respeitando o princípio federal &#8211; através de incentivos para que os Estados cumpram com as políticas e metas recomendadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e em conformidade com a Constituição. </p>
<p>Assim, o Governo Federal poderia apoiar a construção  de presídios naqueles Estados que adotem os padrões constitucionais e internacionais de  tratamento ao delinqüente; contribuir com as unidades policiais daqueles Estados que implementem mecanismos de controle sobre a violência policial, como ouvidorias de polícia ou programas de acompanhamento psicológico para os policiais envolvidos em conflitos. Em resumo, o Governo Federal pode aumentar sua atuação na esfera da segurança através de uma ajuda adicional &#8211; técnica ou financeira -  aos órgãos de segurança que atendam determinados padrões de excelência almejados.</p>
<p>A Senasp e o Ministério da Justiça já realizam de alguma maneira essas tarefas desde 1997, através do Plano Nacional de Segurança Pública, Fundo Nacional de Segurança Pública, Fundo Penitenciário Nacional, e posteriormente Susp e Pronasci. Mas as estruturas atuais da Senasp, Senad e Depen são precárias. Um Ministério da Segurança específico daria mais recursos e agilidade para a consecução destas relevantes tarefas.</p>
<p>Segurança pública não é apenas questão de polícia, nem somente dos governos estaduais. Os governos federal e municipais podem contribuir de muitas maneiras para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Neste quadro caótico em que nos encontramos, o Governo Federal não soube definir para si mesmo o papel que lhe cabe, tampouco o escopo de suas ações na esfera da segurança. O resultado é fragmentação e desarticulação nos diversos níveis de governo e a consequente perda de controle por parte da sociedade brasileira no problema da segurança.</p>
<p>Cabe ao Governo Federal estabelecer as condições para que Estados e municípios enfrentem de forma adequada e efetiva o problema da criminalidade. Assim, a missão primordial do Governo Federal seria duplamente definida. De um lado, estimulando e induzindo políticas públicas de segurança, através do apoio financeiro, material e logístico a projetos prioritários. De outro, conduzindo as ações de inteligência e repressão qualificada de acordo com o que é estabelecido como sua missão constitucional, e a partir de uma perspectiva integrada com outros órgãos de segurança e defesa social.</p>
<p>A forma como os órgãos de segurança estão estruturados no País não contribui para a eficiência do sistema nacional de segurança. Não existe um ministério exclusivo para lidar com a temática e a Secretaria Nacional de Segurança carece de pessoal e de recursos. Existe também um desencontro e falta de coordenação entre diversos órgãos atualmente espalhados na Polícia Federal, Ministério da Justiça e Presidência da República.</p>
<p>A dualidade das policiais estaduais implica em falta de integração e aumento de despesas, comprometendo o trabalho das polícias civil e militar. As guardas civis encontram-se em expansão no país, mas suas amplas atividades atuais estão em claro desacordo com o reduzido papel reservado a elas pela Constituição. A segurança privada cresce a passos largos desde a década passada, mas está pouco integrada com o sistema de segurança pública. Existem muitas empresas ilegais atuando no setor e a fiscalização da atuação dos serviços privados é diminuta.</p>
<p>A formação dos policiais é insuficiente e inadequada para as tarefas exigidas, os salários baixos e os equipamentos escassos. Há uma gama de novas tecnologias de segurança no mercado que ainda não estão disponíveis para as polícias.</p>
<p><strong>Reaparelhamento das Forças Armadas e autorização de seu uso, excepcional, na Segurança Pública</strong></p>
<p>Como uma espécie de punição simbólica, as Forças Armadas foram sucateadas pelos governos democráticos que se seguiram aos regimes autoritários. Isto tem implicações para a segurança externa e poder de dissuasão do país no cenário internacional, cujos recursos naturais e econômicos devem ser protegidos contra eventuais agressões estrangeiras, tanto por parte de exércitos formais quanto por parte de grupos terroristas, paramilitares e organizações criminosas.  Forças Armadas bem equipadas e treinadas são necessárias em todos os países, até mesmo para preservar o regime democrático quando ameaçado. É preciso superar o passado e encarar as Forças Armadas como uma necessidade para a defesa externa e interna do país.</p>
<p>A greve das Polícias Militares em alguns Estados na última década alertou para a necessidade da criação de um novo corpo policial que pudesse assumir as funções básicas de policiamento no caso da paralisação dos serviços essenciais em alguma unidade federativa. A Força Nacional de Segurança Pública foi criada com essa finalidade, além de reforçar o policiamento em situações de gravidade ouem eventos específicos. Seuuso, no entanto, é episódico, pois sua utilização envolve grande dificuldade logística que impede seu emprego oportuno por prazos longos ou com grandes efetivos. O policial, trazido de outro Estado, precisa ser transportado, alojado e alimentado e desconhece o território e o contexto em que está atuando. Um contingente heterogêneo é impróprio para atuar em situações de crise. Além disso, existem questões legais não resolvidas com relação à subordinação de comando ou responsabilidade no caso de mortes de ou por elementos da Força Nacional.</p>
<p>Uma alternativa mais racional – nos casos de garantia da lei e da ordem, como estabelece a Constituição &#8211; é o emprego das Forças Armadas nestas ocasiões excepcionais, já que existem bases militares e contingentes em todas as unidades da Federação, diminuindo assim as dificuldades logísticas de alojamento, transporte e alimentação de uma grande tropa.</p>
<p>É preciso garantir o poder de polícia e recursos para as Forças Armadas nessas ocasiões. O bom trabalho executado pelas Forças Armadas na missão de paz do Haiti sugere que elas podem ser bem empregadas nestas situações excepcionais, desde que recebam treinamento e armamento adequado às funções de policiamento. É preciso repensar o papel das Forças Armadas na segurança pública, principalmente no controle do espaço aéreo, marítimo e fronteiras terrestres contra o tráfico de drogas. O art. 142 da Constituição estabelece que, “as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais, e por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Existe, portanto, expressa previsão constitucional para que as Forças Armadas eventualmente sejam empregadas na segurança pública, mas somente em casos excepcionais.</p>
<p><strong>Regularização e integração do setor privado na segurança  </strong></p>
<p>A segurança privada cresceu linearmente no Brasil desde seu surgimento oficial, com o Decreto Federal de 21 de outubro de 1969, que inicialmente criou a obrigatoriedade da presença dos vigilantes nas agências bancárias e instituições financeiras, logo se ampliando para outras áreas. De acordo com o Departamento de Polícia Federal, no final de 2005 havia no país aproximadamente 1,28 milhão de vigilantes oficialmente cadastrados no órgão<a title="" href="#_ftn1">[1]</a>, que é formalmente responsável pela autorização, fiscalização e controle do setor.</p>
<p>Entretanto, para a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores – FENAVIST, considerando-se as áreas mais frequentes de atuação da segurança privada (vigilância patrimonial e vigilância patrimonial orgânica), o total estimado seria de 557.500 vigilantes<a title="" href="#_ftn2">[2]</a> no mesmo ano, além de 38.200 profissionais das empresas de transporte de valores. Enquanto os dados do DPF consideram todos os profissionais registrados, inclusive aqueles que foram demitidos de suas funções ou que porventura desenvolvam outras atividades, os dados da FENAVIST consideram apenas os vigilantes que estão efetivamente em atuação, portanto representando uma estimativa mais realista com relação aos dados do DPF. A diferença nos dados evidencia, portanto, o desemprego e a alta rotatividade dos profissionais do setor, que é marca da baixa profissionalização desse mercado.</p>
<p>Corrigidas algumas arestas problemáticas, como a falta de fiscalização das empresas ilegais – segurança pública e privada podem conviver cooperativa e pacificamente e exercer funções complementares, em benefício da sociedade. É incompleta a leitura segundo a qual o setor privado cresce no Brasil apenas porque a polícia estaria falida e não cumpriria seu papel a contento. Na verdade, o setor privado cresce simplesmente porque não é função da polícia proteger pessoas e espaços que têm necessidades especiais de segurança, já que isso seria privilegiar alguns setores da sociedade em detrimento de outros. A obrigação do poder público é oferecer um serviço básico e universal de qualidade, deixando para o mercado o atendimento das situações especiais, como a proteção dos espaços semipúblicos. O crescimento da segurança privada é mundial e ocorre mesmo em sociedades e contextos onde a criminalidade cai e a polícia é considerada eficaz, tendo pouca relação com a crise da segurança pública. </p>
<p>O grande problema que encontramos no Brasil está na fragilidade dos mecanismos de controle e fiscalização da atividade em seus diferentes segmentos, que atualmente estão a cargo da Delegacia de Controle da Segurança Privada &#8211; DCSP de Brasília e das Delegacias Estaduais de Segurança Privada &#8211; DELESPs. Além dos poucos recursos dispensados para essa finalidade serem subaproveitados – inclusive com a ausência de bases de dados eficientes e informativas &#8211; a dificuldade se agrava pelo processo de franca expansão do setor, que age como mais uma barreira ao fôlego necessário para o acompanhamento dessa necessidade de efetivação da regulamentação. Entre os principais problemas gerados está a questão das armas de fogo, incluindo o risco constante de perdas das armas e alimentação do mercado ilegal, problemas relativos ao treinamento dos profissionais, ocorrências de abusos e desvios de conduta, e a questão do “bico” policial.</p>
<p>A iniciativa privada deve ter um papel complementar no esforço coletivo de redução da criminalidade e da violência. O setor privado e a sociedade civil podem contribuir para a melhoria dos serviços de segurança pública de várias formas, fornecendo expertise em gestão, apoiando a atuação de gestores inovadores na polícia, influenciando a opinião pública de forma a aumentar a pressão por reformas, fornecendo recursos e executando determinadas atividades típicas de governo.</p>
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<p>Nos países desenvolvidos, o efetivo privado na segurança já representa o triplo do público. Não faz sentido o uso de policiais treinados e bem pagos para algumas funções que podem muito bem ser preenchidas pelo setor privado, como atendimento telefônico, guarda de imóveis, portaria, serviços administrativos e burocráticos em geral.</p>
<p>A administração das prisões é outra área onde a participação da iniciativa privada pode ser benéfica para a sociedade. O número de presos no país cresce ano a ano e os Estados não têm demonstrado capacidade de construir e administrar a contento as unidades prisionais, que estão com lotação acima de sua capacidade e oferecem reduzida capacidade de ressocialização. Em diversos países, parte desta responsabilidade é compartilhada com o setor privado, que se encarrega de construir e administrar parte das unidades, em especial os serviços de alimentação, lavanderia, laborterapia e outros não ligados diretamente à administração da disciplina, que deve ser monopolizada pelo Estado.</p>
<p>Outra estratégia eficiente para prevenir a criminalidade, porém pouco utilizada por Estados e municípios, é a regulação dos espaços semipúblicos – aqueles espaços privados por onde circula grande quantidade de pessoas e que por isso enfrentam problemas criminais que demandam a intervenção do poder público, como shoppings, clubes e bancos. A criação e fiscalização das posturas municipais e estaduais nesses espaços são uma forma de organizar o uso destes equipamentos urbanos privados, garantindo algumas regras mínimas. Exemplos disso são as posturas que exigem que os estacionamentos dos shoppings ofereçam seguro, que os bancos instalem portas giratórias e contratem vigilantes, que os caixas automáticos 24 horas contem com isolamento para os usuários, que as pessoas cuidem da pintura, segurança e manutenção das edificações. A famosa Lei Seca, adotada em algumas cidades paulistas e que limitou o funcionamento dos bares em certos horários e dias da semana, é um exemplo de regulação dos espaços semipúblicos que contribuiu para a redução dos homicídios em São Paulo.</p>
<p><strong>Aperfeiçoamento da gestão da segurança</strong></p>
<p>Para além da falta de recursos crônica e do modelo defasado, as polícias também padecem de problemas conjunturais de gestão administrativa, o que quer dizer que mesmo dentro deste quadro atual seu desempenho poderia ser aperfeiçoado com pequenas melhorias na forma como são geridas. Basta ver como, dentro do mesmo modelo estrutural, algumas polícias obtiveram ganhos de eficiência nos últimos anos e alguns Estados conseguiram redução sistemática dos índices de criminalidade.</p>
<p>Entre as estratégias promissoras de policiamento recomendadas pela Organização Mundial de Saúde estão:</p>
<p>- policiamento comunitário;<br />- policiamento focado em hot spots;<br />- policiamento orientado a problemas.</p>
<p>Policiamento Comunitário é uma filosofia que promove o uso sistemático de parcerias e técnicas de resolução de problemas, para responder proativamente às condições que provocam o crime, desordem e a sensação de insegurança. Policiamento focado em hot spot é outra estratégia que busca focar os limitados recursos policiais em locais onde os crimes são particularmente elevados. Finalmente, policiamento orientado a problema (POP) é um modelo de policiamento que requer proatividade da polícia, de modo a identificar causas subjacentes que podem ser atacadas cirurgicamente para aliviar a criminalidade e a desordem em suas raízes, ao invés de apenas responder aos chamados reativamente.</p>
<p>O modelo de policiamento comunitário deve servir de inspiração para polícias estaduais e guardas municipais, principalmente onde as relações polícia e comunidade são deterioradas. Sabe-se que o policiamento comunitário é eficiente para reduzir a sensação de insegurança, melhorar a imagem da polícia e diminuir a letalidade policial, entre outras vantagens. Ele deve ser adotado de forma complementar aos outros modelos de policiamento e sem esquecer um de seus elementos mais importantes, que é o policiamento orientado a problemas, pois do contrário torna-se apenas uma estratégia de marketing para melhorar a imagem da polícia.</p>
<p>Problemas como desordem – barulho, flanelinhas, pedintes agressivos, pichação, sujeira, etc. afetam cotidianamente um grande número de pessoas e incomodam às vezes muito mais do que os crimes graves, que são relativamente raros. Mais do que ser vítima de roubo, algo grave mas raro, são estes os elementos que aumentam a sensação de insegurança da população, como revelaram as pesquisas de vitimização. A conhecida estratégia de policiamento conhecida por “tolerância zero” tem um dos seus principais focos no combate à desordem física e social das cidades, uma vez que os sinais de desordem atraem a criminalidade mais grave e aumentam a sensação de insegurança da comunidade.</p>
<p>A falta de efetivos policiais pode ser minimizada através de diversos expedientes, como a contratação de policiais temporários, redução dos empréstimos de policiais a outros órgãos, criação de unidades penitenciárias para a proteção externa dos muros dos presídios, diminuição do número de policiais nas escoltas de presos, realocação dos presos das delegacias para o sistema prisional, uso de civis nas funções burocráticas e administrativas das polícias, entre outras.</p>
<p>A questão do “bico” policial deve ser tratada de forma lúcida, pois embora formalmente proibido ele é amplamente aceito nas forças policiais como forma de complementar os baixos salários da categoria. Mas precisa ser regulamentado para evitar riscos para os policiais, trabalho excessivo, quebra de hierarquia e outros efeitos deletérios. O programa “Operação Delegada”, elaborado pela Polícia Militar Paulista em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, é um exemplo a ser seguido e ampliado, pois ataca simultaneamente o problema da falta de efetivos na cidade e o segundo emprego policial.</p>
<p><strong>Ampliação e modernização da Polícia Federal</strong></p>
<p>A Polícia Federal constitui a principal estrutura de âmbito federal para ações policiais em modalidades criminosas definidas pela Constituição Federal, mas tem se integrado pouco com as polícias estaduais, principalmente no combate ao tráfico de entorpecentes e outras modalidades de crime que extrapolam as fronteiras estaduais como o contrabando, a pirataria, os roubos de carga, a lavagem de dinheiro e os roubos e furtos de veículos. </p>
<p>A excessiva autonomia da Polícia Federal é institucionalmente inconveniente porque a deixa distante das políticas do governo para o setor e dificulta seu comando, instrumento essencial em qualquer organização policial. Essa autonomia é prejudicial porque a estrutura policial federal resiste sistematicamente a interagir com a Senasp e com as polícias dos Estados, prejudicando a sinergia necessária, principalmente nas atividades contra o crime organizado.</p>
<p>Para atender as incumbências federais na segurança pública o Governo Federal conta com uma força policial com a metade de suas necessidades. Não bastasse essa limitação de recursos, a Polícia Federal ainda tem encargos burocráticos ou de baixa prioridade &#8211; cuidar de estrangeiros nos portos e aeroportos, emitir passaportes, fiscalizar a segurança privada, atender a segurança de autoridades &#8211; que consomem recursos que deveriam estar voltados para questões criminais de maior prioridade.</p>
<p>O resultado é que não se tem um trabalho consistente e contínuo contra o crime organizado, onde se faz pouco mais que pontuais apreensões de drogas e prisões de chefes da baixa e média hierarquia criminosa ou operações de grande impacto midiático, mas com resultados limitados em termos de resultados judiciais. As grandes estruturas do tráfico de entorpecentes, dos jogos ilegais, do contrabando, da pirataria, do roubo de cargas ainda não sofreram impacto significativo de suas ações. Grandes centros urbanos de forte atividade do crime organizado, como as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, contam com pouco mais de 700 policiais dispersos em inúmeras atividades burocráticas e com baixo envolvimento em atividades críticas da criminalidade. </p>
<p>Para melhorar essa situação, a Polícia Federal deveria ser ampliada e modernizada. Seu efetivo poderia ser duplicado, com parte dele utilizado para formar o braço uniformizado da Polícia Federal, uma espécie de Guarda Nacional profissionalizada e permanente, em substituição à falida experiência da Força Nacional de Segurança Pública, cujo emprego é custoso e pouco eficiente.</p>
<p><strong>Valorização da Segurança e da Cultura Cidadãs</strong></p>
<p>A crise atual da gestão penal-repressiva da segurança suscita reflexão sobre novas estratégias capazes de responder à demanda social por segurança, sem o recurso exclusivo ao sistema de justiça criminal. Os focos principais das ações de Segurança Cidadã são as iniciativas de médio e longo prazo e de caráter preventivo de combate ao crime, ainda que possa contemplar subsidiariamente medidas de aplicação imediata. Esta preferência pelas medidas preventivas e de longo prazo está baseada no reconhecimento de que medidas estritamente repressivas e implementadas exclusivamente pelas instituições tradicionais de combate ao crime &#8211; polícia, justiça, sistema carcerário &#8211; tem se demonstrado pouco eficazes para inibir o crescimento da criminalidade, tanto no Brasil quanto em outros países.</p>
<p>Entre as medidas preventivas bem sucedidas sugeridas pela Organização Mundial da Saúde estão as visitações familiares, a orientação aos parentes de jovens em risco, programas de educação pré-escolar, treinamento em habilidades e autocontrole, enriquecimento acadêmico fora do horário escolar, ajuda financeira, ajuda através de pares (mentoring), terapias familiares e outras terapias de curto prazo, desenvolvimento urbano, melhorias urbanísticas, controle sobre armas, álcool e drogas, e campanhas contra a violência através dos meios de comunicação, entre outras.</p>
<p>A formação de uma cultura cidadã é um dos exemplos na área da prevenção. O conceito de Segurança Pública Cidadã é concebido aqui de forma ampla e não se confunde com a questão da criminalidade. Em contraposição ao conceito usual de segurança pública, a questão criminal passa a ser vista como somente uma das vertentes do fenômeno da insegurança. Não se trata apenas de reduzir a criminalidade, mas também de reduzir insegurança, inclusive subjetiva, que tanto preocupa a população. Para isto, além do crime, é preciso focar também nas pequenas contravenções, nas incivilidades do cotidiano, no modo como as agências governamentais ligadas à Justiça e à criminalidade tratam com a população. Estar seguro é não apenas estar livre do risco de tornar-se vítima de crimes, mas também livre do medo, livre da violência gratuita, livre do risco de ser destratado pela polícia e pela Justiça.</p>
<p>A redução da criminalidade e da violência depende de um amplo conjunto de ações e investimentos para revitalizar a família como local de educação para a cidadania e os direitos humanos, reestruturar comunidades e áreas urbanas abandonadas pelo poder público e pela iniciativa privada, gerar empregos e oportunidades de renda, redistribuir a riqueza e eliminar a pobreza, modernizar e reformar o sistema de justiça criminal.   A compreensão dos valores da comunidade ajuda a traçar políticas de segurança pública, justiça e cidadania mais eficazes e qualquer política nesta área deve levar em conta os valores, sob o risco de serem mal sucedidas caso não integrem esta dimensão.</p>
<p><strong>Cultura Cidadã como ação complementar de combate ao tráfico</strong></p>
<p>Pesquisas de cunho antropológico realizadas no Brasil e na Colômbia mostram a importância de conhecer e retrabalhar a dimensão valorativa da população. No Brasil, descobriu-se que a participação dos jovens no tráfico de drogas está bastante vinculada à questão do poder, da sedução sexual e das possibilidades econômicas que a participação nesse mercado pode proporcionar, embora não seja simples reduzir a atratividade que o tráfico exerce apenas nesses fatores, uma vez que cada vez mais vem sendo identificadas múltiplas razões que têm levado à participação destes jovens no tráfico (Ramos, 2009)</p>
<p>Ao mesmo tempo em que os valores e a cultura em torno de um sentimento de pertencimento a um grupo, de poder, de sedução e autoestima têm impacto direto na propagação do tráfico, o tráfico de armas e drogas, por sua vez, influencia a organização e estrutura de valores de uma comunidade, uma vez que desorganizam a vida associativa e política das comunidades; impõem um regime despótico às favelas e bairros populares; disseminam valores belicistas contrários ao universalismo democrático e cidadão; destroem estruturas familiares e a dinâmica da reprodução cultural; degradam a lealdade comunitária tradicional; fortalecem e disseminam o patriarcalismo, a homofobia e a misoginia ao valorizar a valentia, a lealdade à facção e as posturas belicistas; estimulam reações que tendem a estigmatizar a pobreza e os pobres, promovendo imagens negativas das comunidades, favelas e bairros populares; etc. (Soares, 2000).</p>
<p>Seja como for, a atratividade que o tráfico exerce está diretamente relacionada ao potencial simbólico desse contexto, aos valores e as normas culturais dos jovens, impulsionando a ideia de que uma mudança concreta nesse cenário passa obrigatoriamente pela necessidade de “disputar” os jovens com a atratividade do tráfico através do incentivo e disseminação de outros valores e atitudes capazes de reorientar esses jovens para outros circuitos de atividades que se conecte a valores socialmente “positivos”<a title="" href="#_ftn1">[3]</a>.</p>
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<p>Essa perspectiva tem orientado o desenvolvimento de projetos governamentais, ONGs e agências internacionais dedicados ao desenvolvimento de projetos sociais, educacionais, culturais e esportivos, de características diversas, que sejam capazes de atuar na transformação dos valores dos jovens e em seu envolvimento social. Isso tem sido desenvolvido não apenas no Rio de Janeiro, onde a aproximação entre jovens e tráfico é mais evidente, mas também em outras localidades em que há graves problemas relacionados à violência e ao crime.</p>
<p>Alguns projetos no Brasil procuram combater a violência através da integração das comunidades e entre as comunidades e o poder público; da valorização e divulgação da cultura negra; aulas de cidadania e resolução pacífica de conflitos; promoção da cidadania e cultura de paz através de práticas esportivas, artísticas e culturais; promoção da cultura hip hop como ferramenta de educação para jovens ; ampliação das formas de comunicação e diversificação das informações trocadas nas favelas.  Entre os projetos e instituições mais significativos que atuam nesta linha de intervenção cite-se, por exemplo, o AfroReggae, o Viva Rio e o Observatório de Favelas no Rio de Janeiro; o Espaço Criança Esperança, o MCs pela Paz e o São Pauloem Paz em São Paulo; e o programa Fica Vivo, em Minas Gerais.</p>
<p>Em Bogotá &#8211; e também outras cidades colombianas, como Medellín, Cartagena, Pereira e Manizales &#8211; que tem se destacado pelos importantes êxitos obtidos no combate à violência, projetos de teor semelhante também têm sido desenvolvidos, como o Programa de ressocialização de jovens envolvidosem violência, Programa MissãoBogotá, Guias Cívicos, Casa de Justiça, Centro de Estudo e Análiseem Convivência e Segurança Cidadã– CEACSC, desmobilização de paramilitares, entre outros.</p>
<p>A experiência colombiana é também importante por várias outras razões que envolvem os demais projetos que têm sido desenvolvidos sob a ótica da “cultura cidadã”. Esta ótica tem orientado o desenvolvimento de políticas públicas que visam mudar a cultura da população com o foco específico nas violências, mas que atuem também sobre as incivilidades e violências de potencial menor, como uma estratégia de ampliar o potencial também sobre a ocorrência das violências mais graves. Nesse sentido, Bogotá tem lançado mão, desde meados dos anos 1990, de projetos que envolvem a segurança no trânsito até aspectos como o controle do consumo do álcool (Hora Zanahoria) e o desarmamento da população.</p>
<p>Os objetivos dos projetos relacionados à segurança cidadã em Bogotá consistiam em promover uma integração entre administração local, polícia e comunidade na busca pela melhora da qualidade de vida (Policía de Cercanía); tentar solucionar pacificamente os conflitos entre particulares, familiares, comunidades, vizinhos, etc. (Programas de justiça alternativa); proporcionar aos jovens educação, ocupação no tempo livre, capacitação e inserção no mercado de trabalho (Programas de atenção aos jovens envolvidos em situação de risco, violência e drogas); propiciar espaços de convivência e fortalecimento dos laços que vinculam os cidadãos com seus entornos comunitários (políticas de reurbanização e recuperação de espaços críticos). Todos os programas promovidos em parceria com a prefeitura tinham um norte comum: fomentar uma cultura de paz e boa convivênciaem Bogotá (Mockus, 2001).</p>
<p>As políticas citadas representam uma tentativa de combater o déficit de capital social, enfrentando o desconhecimento das normas, a aceitação da violência como mecanismo de resolução de conflitos, a tolerância cultural frente a comportamentos violentos e a desconfiança entre os cidadãos e em relação às instituições.</p>
<p><strong>Investimento e disseminação de Informação e dados</strong></p>
<p>Informação é matéria prima da atividade policial e elemento fundamental para que se façam propostas eficazes na esfera da segurança, para que se avalie o resultado das medidas colocadas em prática e para o entendimento correto do fenômeno criminal.</p>
<p>Neste sentido, é crucial para o planejamento do país a realização do Censo Penitenciário Nacional, da Pesquisa Nacional de Vitimização e da coleta de dados criminais oficiais dos Estados brasileiros, de forma atualizada, periódica e de fácil acesso para os operadores e para a sociedade. </p>
<p>Além das bases de dados para formulações estratégicas, do ponto de vista operacional é preciso ampliar a alimentação do Infoseg – sistema que permite buscar em tempo real dados sobre procurados pela Justiça, veículos irregulares e armas de fogo &#8211; e disseminar sua utilização entre os policiais em campo, garantindo em questão de segundos que eles tenham acesso a históricos criminais, mandados de prisão em aberto, informações sobre veículos e armas, entre outros. </p>
<p>O ideal é uma integração de informações com outros órgãos do sistema de justiça criminal, como o Ministério Público, o Poder Judiciário e o Sistema Prisional, de modo que seja possível acompanhar um indivíduo do seu primeiro contato com a polícia até a execução da pena ou até depois de liberto, no caso de crimes hediondos. No futuro, o que se almeja é que da rua o policial possa confrontar as digitais de um suspeito com um banco de dados nacional de impressões digitais (AFIS) e que possa comparar as cápsulas coletadas na cena do crime com um banco de dados nacional de informações balísticas (IBIS). É possível ainda constituir um banco de dados fotográfico nacional dos procurados, nos moldes do Fotocrim e Fenix existentes em São Paulo, trazendo informações completas como DNA, dados biométricos e voz do criminoso, entre outras informações.</p>
<p>Cabe também um maior investimento na polícia científica, visando à agilidade da Justiça e a solução de crimes. Os institutos de criminalística, médicos legais e de identificação civil, em geral, estão sucateados, organizados de modo irracional, mal equipados, desprovidos de recursos humanos e materiais suficientes, pouco capilarizados, prestando atendimento precário e impedidos de colaborar com as polícias nas investigações &#8211; o que, em parte, explica a quase inexistência da investigação policial no Brasil (fato tão grave e escandaloso quanto negligenciado).</p>
<p>Um Ministério da Segurança, cuja criação se propõe aqui, deverá atuar fortemente para implantar sistemas integrados de informação de segurança pública para melhor combater os criminosos e o crime organizado. Não houve sequência aos projetos de unificação do controle da expedição de documentos de identificação e de bancos integrados de dados. Enquanto isso, a população fica à mercê da falsificação de documentos e dos estelionatários que tomam empréstimos e compram bens em nome de terceiros, explorando sobretudo os mais humildes e os aposentados. O Governo Federal deve atuar para que as informações criminais sejam obrigatoriamente integradas. O fornecimento de dados dos criminosos não pode depender da boa vontade do governo estadual do momento. Todos sabem que o crime não vê fronteiras e se aproveitam da desorganização do poder público.</p>
<p>Como há muito se sabe que o crime se concentra espacialmente e não está distribuído igualmente pelos territórios, a política na área de informação deve ser a de estimular a adoção de sistemas georeferenciados pelos órgãos de segurança, colocando em mapas as ocorrências criminais dos boletins da polícia civil, chamados aos 190, denúncias aos Disque Denúncia, reclamações sobre desordem urbana coletadas pelas Guardas Municipais, enfim, de todas as informações relevantes que tenham endereços e permitam a identificação de manchas de criminalidade (hot spots), de modo a concentrar também ali os efetivos e as atividades policiais e sociais.</p>
<p><strong>Propostas do Programa de Segurança e Defesa</strong></p>
<p>As reformas sugeridas pelo Conselho Temático de Segurança Pública do Espaço Democrático do PSD encontram respaldo em experiências bem sucedidas no campo da defesa da cidadania e da segurança pública no Brasil e no mundo. Implicam, muitas vezes, numa mudança de filosofia ao nível federal e estadual. Como paradigmas, propomos que o combate ao crime deva ser pensado em conjunto com uma participação ativa da própria comunidade, tanto no que se refere ao policiamento quanto na questão da ressocialização do condenado.</p>
<p>O Policiamento Comunitário e a Prestação de Serviço Comunitário são propostas que se inserem dentro dessa filosofia, assim com um Judiciário mais ágil e próximo da população &#8211; baseado na experiência dos tribunais especiais, voltados à resolução de conflitos de pequena monta ou delitos leves. Aplicação sistemática das penas alternativas, envolvimento com a comunidade no planejamento local das ações de segurança, tecnologia e informação em lugar do uso da violência nas investigações policiais e combate ao crime organizado. Estas são as grandes ferramentas que o PSD propõe para o enfrentamento da criminalidade para os próximos anos, ao lado de uma constante melhoria nas condições de vida da população e das polícias, condição fundamental para a pacificação de qualquer sociedade.</p>
<p>As políticas de segurança propostas pelo partido, deste modo, devem antes de tudo ser pautadas por uma série de princípios fundamentais, entre eles:</p>
<p><strong>Princípios:</strong></p>
<p>Obediência à legalidade e aos direitos fundamentais</p>
<p>Primado da participação popular na formulação e monitoramento das ações de segurança</p>
<p>Transparência dos atos e informações</p>
<p>Interdisciplinaridade das políticas públicas</p>
<p>Integração entre as forças policiais</p>
<p>Valorização profissional das forças policiais</p>
<p>Ênfase nos processos preventivos</p>
<p>Contínuo monitoramento e avaliação dos processos e resultados</p>
<p>Legitimidade da atuação complementar do setor privado na segurança</p>
<p><strong>Metas:</strong></p>
<p>Aumentar a proteção das fronteiras nacionais</p>
<p>Reduzir o consumo de álcool e drogas e a circulação de armas</p>
<p>Estimular a participação do setor privado na segurança e defesa</p>
<p>Aumentar a eficiência das intervenções federais e municipais na segurança</p>
<p>Reduzir os índices de criminalidade, especialmente os homicídios;</p>
<p>Reduzir a impunidade e a sensação de impunidade;</p>
<p>Aumentar a segurança e a tranquilidade dos cidadãos</p>
<p>Resgatar a confiança no Poder Público, nas Forças Armadas e Forças Policiais</p>
<p><strong>Temas Prioritários</strong></p>
<p>O universo temático é amplo mas, dada a necessidade de priorizar, o Conselho Temático de Segurança Pública do PSD elegeu alguns temas prioritários para sua agenda nacional de segurança, abaixo elencados. Nos tópicos seguintes analisamos detalhadamente cada um e fazemos propostas concretas de políticas públicas para aperfeiçoá-los.</p>
<p>Redução de fatores de risco: álcool, drogas e armas</p>
<p>Ampliação das funções do Município e das Guardas Municipais na segurança</p>
<p>Defesa das fronteiras terrestre, aérea e marítima</p>
<p>Reestruturação do Sistema Nacional de Segurança Pública</p>
<p>Reaparelhamento das Forças Armadas e autorização para seu uso, excepcional, na Segurança Pública</p>
<p>Regularização e integração do setor privado na segurança</p>
<p>Aperfeiçoamento da gestão da segurança</p>
<p>Ampliação e modernização da Polícia Federal</p>
<p>Valorização da Cultura Cidadã</p>
<p>Produção e disseminação de dados criminais</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: small;"><em><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Além de 1.727 empresas de vigilância, 1.308 empresas de segurança orgânica e 305 empresas de transportes de valores. Cf: Departamento de Polícia Federal – Relatório 2005 (disponível em <a href="http://www.dpf.gov.br">http://www.dpf.gov.br</a>).</em></span></p>
</div>
<div>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: small;"><em><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a> 2º ESSEG, 2005. Esses números correspondem à soma de 382 mil vigilantes terceirizados estimados para 2005 e 175,5 mil vigilantes orgânicos que foram, de acordo com o estudo, identificados pelo Relatório Anual de Informações Sociais – RAIS para o ano de 2003.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: small;"><em><a title="" href="#_ftnref1">[3]</a> Partindo da idéia da invisibilidade social que os jovens pobres residentes das favelas cariocas vivenciam, o antropólogo Luiz Eduardo Soares desenvolve,em seu livro Meu Casaco de General (2000), esta perspectiva da necessidade da disputa simbólica para atrair os jovens que atuam no tráfico de drogas.</em></span></p>
</div>
</div>
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		<title>Deputados aceitam propostas de Zveiter para nova lei eleitoral</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/deputados-aceitam-propostas-de-zveiter-para-nova-lei-eleitoral/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 16:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Uma das medidas assegura a presença de candidatos que pertençam a partido ou coligação que tenham representação na Câmara dos Deputados em debates nas rádios e televisões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5854" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/sergio-zveiter-23-05-2013.jpg"><img class="size-full wp-image-5854" title="sergio-zveiter-23-05-2013" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/sergio-zveiter-23-05-2013.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Deputado Sérgio Zveiter (RJ) - Foto: Cláudio Araújo</p></div>
<p>O Grupo de Trabalho formado para propor alterações no Código Eleitoral e nas Leis dos Partidos Políticos e das Eleições reuniu-se novamente nesta quinta-feira (23). De acordo com o deputado <strong>Sérgio Zveiter</strong> (RJ), que representa o PSD nas discussões, mudanças propostas por ele foram acolhidas por mais de 80% dos membros do grupo. Uma delas assegura a presença de candidatos que pertençam a partido ou coligação que tenham representação na Câmara dos Deputados em debates nas rádios e televisões.</p>
<p>“A maioria dos parlamentares também concordou com a liberdade total nas redes sociais, pois o objetivo é evitar a censura”, argumentou. “Já os sites de conteúdo na internet permanecem proibidos de comercializar e divulgar candidaturas”.</p>
<p>Leia mais no <a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/23/deputados-aceitam-propostas-de-zveiter-para-nova-lei-eleitoral/" target="_blank">PSD Câmara.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Autorizado o parcelamento de dívidas de Santas Casas e filantrópicas em até 30 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 16:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Até 2011, as dívidas das entidades beneficentes já haviam atingido R$ 11,8 bilhões. Do total, R$ 2,8 bilhões eram exclusivamente das Santas Casas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se aprovada pelo Senado e sancionada pela presidente <strong>Dilma Rousseff</strong> (PT), a proposta que autoriza o parcelamento, em até 30 anos, das dívidas com a União beneficiará as Santas Casas de Misericórdia brasileiras e todas as demais entidades sem fins lucrativos no País com atuação nas áreas de saúde e assistência social. Ao falar da medida, avalizada nesta semana pela Câmara, o deputado federal <strong>Junji Abe</strong> (PSD-SP) classificou o dispositivo como importante, porém, paliativo. </p>
<p>“A medida ameniza os efeitos do caos instalado na rede pública de saúde. Mas não elimina a causa geradora dos endividamentos das Santas Casas e demais entidades. A cada paciente atendido, serão produzidos novos débitos que continuarão crescendo, enquanto o governo federal não fizer a devida correção da tabela SUS (Sistema Único de Saúde) para cobrir os custos da assistência”, alertou Junji, que integra a Frente Parlamentarem Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas da Área da Saúde, presidida pelo deputado <strong>Antonio Brito</strong> (PTB-BA).</p>
<p>Até 2011, detalhou Junji, as dívidas das entidades beneficentes já haviam atingido R$ 11,8 bilhões. Do total, R$ 2,8 bilhões eram exclusivamente das Santas Casas. Dados da Fehosp – Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo dão conta de que, juntas, as Santas Casas paulistas e hospitais filantrópicos já deviam R$ 12 bilhões no início deste ano. Até o fim de 2013, o endividamento deve atingir R$ 17 bilhões, considerando o déficit anual de R$ 5 bilhões nos contratos e convênios com o SUS. </p>
<p>O governo paga apenas R$65 acada R$ 100 gastos com serviços prestados para os pacientes da rede pública. Apesar de a União haver sinalizado com o reajuste da tabela SUS, Junji lamentou que a correção deverá ficar bem abaixo do índice de 100%, reivindicado pelas Santas Casas. “Cobrir, de fato, os custos com os pacientes do SUS para cessar a geração de déficit, é algo que a administração federal não conseguirá fazer sem, antes, colocar mais dinheiro no caixa da saúde”, prognosticou o deputado.    </p>
<p>A existência de linhas de financiamento para as santas casas e hospitais filantrópicos não amenizam e muito menos resolvem o drama que ameaça a manutenção dos atendimentos aos pacientes do SUS. Junji assinalou que as instituições precisam de dinheiro a fundo perdido, sem pagar juros e correção monetária, para colocarem suas contas em dia. E também de repasses coerentes do governo federal, sem distorções, para remunerar os serviços prestados, evitando novos endividamentos.</p>
<p>Segundo Junji, a frente mantém as gestões para reajustar a tabela SUS. Por meio de Brito, foi criado um grupo de trabalho entre representantes das instituições conveniadas e o Ministério da Saúde para avaliar a fórmula de correção dos valores pagos pelos atendimentos aos pacientes da rede pública. O colegiado também trabalha para que o governo edite uma medida provisória contendo novas mudanças na Lei da Filantropia (12.101/2009). O objetivo é eliminar gargalos no andamento dos processos de Certificação das Santas Casas.</p>
<p>Ainda de acordo com o deputado, a frente busca convencer o governo a flexibilizar a linha de crédito do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Saúde para permitir que as Santas Casas troquem as dívidas existentes com bancos privados pelo BNDES. Assim, poderão alongar o prazo para quitação e serem favorecidas com a redução das taxas de juros.</p>
<p><strong>Novo Refis</strong></p>
<p>O texto aprovado pelos deputados federais prevê ainda abatimentos nas dívidas das entidades de saúde e assistencial. Pela nova regra, os débitos parcelados terão redução de 60% das multas de mora e de ofício, 20% dos juros e 100% dos demais encargos legais. Os beneficiados terão 120 dias, a partir da publicação da futura lei, para entrar com o pedido.</p>
<p>O Refis – Programa de Recuperação Fiscal  abrangerá os débitos vencidos até 31 de março deste ano. Também poderão reivindicar o parcelamento as entidades hospitalares sem fins econômicos, instituições de habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência. O parcelamento valerá para débitos com autarquias (INSS, por exemplo), fundações públicas e dívidas ativas.</p>
<p>Depois de viabilizar a inclusão do novo Refis para as Santas Casas na MP 600/2012, a Frente Parlamentarem Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas da Área da Saúde passou a articular junto ao governo a possibilidade de um acordo. A ideia é substituir a proposta aprovada por outra que tenha um benefício extra para as Santas Casas. Conforme a articulação desenvolvida junto à União, as instituições que pagarem os impostos correntes rigorosamente em dia poderão ter suas dívidas anistiadas.</p>
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		<title>Hugo Napoleão é novo presidente do Grupo Parlamentar Brasil-França</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/hugo-napoleao-e-novo-presidente-do-grupo-parlamentar-brasil-franca/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 20:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Colegiado é responsável pelo relacionamento oficial do Legislativo com todas as instituições oficiais francesas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5848" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/hugo-napoleao-23-05-2013.jpg"><img class="size-full wp-image-5848" title="hugo-napoleao-23-05-2013" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/hugo-napoleao-23-05-2013.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Deputado Hugo Napoleão (PI) - Foto: Cláudio Araújo</p></div>
<p>O deputado <strong>Hugo Napoleão</strong> (PI), vice-líder do PSD, foi escolhido nessa quinta-feira (23) o novo presidente do Grupo Parlamentar Brasil-França. O parlamentar substituirá <strong>Eduardo Azeredo</strong> (PSDB-MG) na coordenação do colegiado responsável pelo relacionamento oficial do Legislativo com todas as instituições oficiais francesas.</p>
<p>“Tenho participado da diretoria por alguns anos. Tenho um bom relacionamento com o embaixador francês no Brasil, com quem inclusive já tive conversas. Pretendo estender aos demais membros da comissão um amplo entendimento da relação bilateral, levantando todas as questões necessárias”, afirmou.</p>
<p>Leia mais no <a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/23/hugo-napoleao-e-novo-presidente-do-grupo-parlamentar-brasil-franca/" target="_blank">PSD Câmara</a>.</p>
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		<title>CPI investiga envolvimento de políticos na exploração de menores</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/cpi-investiga-envolvimento-de-politicos-na-exploracao-de-menores/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[“Temos algumas denúncias de políticos envolvidos, e isso é sério. Já acionamos a Polícia Federal e vamos dar continuidade aos nossos trabalhos", afirmou a deputada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5845" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/liliam-sa-22-05-2013_01.jpg"><img class="size-full wp-image-5845" title="liliam-sa-22-05-2013_01" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/liliam-sa-22-05-2013_01.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Deputada Liliam Sá (RJ) - Foto: Heleno Rezende</p></div>
<p>A relatora da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, deputada <strong>Liliam Sá</strong> (RJ) afirmou nessa quarta-feira (22) que a comissão constatou, em suas investigações, o envolvimento de autoridades políticas na exploração de menores. Ainda segundo ela, o número de denúncias aumentou após a implantação do colegiado.</p>
<p>“Temos algumas denúncias de políticos envolvidos, e isso é sério. Já acionamos a Polícia Federal e vamos dar continuidade aos nossos trabalhos. Se há esse mercado bilionário é porque há clientes e temos que penalizar essas pessoas”, pontuou.</p>
<p>Leia mais no <a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/22/cpi-investiga-envolvimento-de-politicos-na-exploracao-de-menores/" target="_blank">PSD Câmara.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eliene quer equiparar valores de planos pré e pós-pagos de celular</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/eliene-quer-equiparar-valores-de-planos-pre-e-pos-pagos-de-celular/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[“Constatamos que os preços cobrados pelos minutos de ligações em terminais pré-pagos chegam a ser 300% mais caros que os observados nos serviços pós-pagos”, disse o parlamentar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi aprovado, nessa quarta-feira (22), o substitutivo apresentado pelo deputado <strong>Eliene Lima</strong> (MT) ao projeto de lei 3906/12 de autoria do deputado <strong>Felipe Bornier</strong> (RJ) que visa coibir diferenças abusivas entre os valores cobrados em planos de telefonia pós-pagos e pré-pagos.</p>
<p>“Constatamos que os preços cobrados pelos minutos de ligações em terminais pré-pagos chegam a ser 300% mais caros que os observados nos serviços pós-pagos”, disse o parlamentar, exemplificando que um minuto de ligação em linha pós-paga para outro celular custa R$ 0,40, enquanto em linhas pré-pagas o preço sobe para R$ 1,35.</p>
<p><span style="font-size: 16px;">O substitutivo prevê ainda a restrição à diferença de preços entre planos pré e pós-pagos da mesma operadora, sugeridos pelo projeto dos deputados <strong>Junji Abe</strong> (SP) e <strong>César Halum</strong> (TO) apensados à proposta. A matéria segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).</span></p>
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		<title>Kátia Abreu alerta Congresso para situação tensa entre índios e produtores</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/katia-abreu-alerta-congresso-para-situacao-tensa-entre-indios-e-produtores/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[“Um conflito artificial entre índios e brancos está sendo armado por uma minoria. O Ministério da Justiça só defende os brasileiros índios. Quem fará justiça aos brasileiros brancos que tanto trabalham por esse país?”, perguntou a senadora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A senadora <strong>Kátia Abreu</strong> (TO), vice-presidente do PSD, denunciou o aumento da insegurança jurídica no setor agropecuário. Em discurso no Senado, nessa terça-feira (21), a parlamentar alertou o Congresso para os crescentes conflitos entre índios e produtores rurais em várias regiões do país.</p>
<p><span style="font-size: 16px;">A senadora cobrou explicação do Ministério da Justiça para a atuação da Polícia Federal. “Um conflito artificial entre índios e brancos está sendo armado por uma minoria. O Ministério da Justiça só defende os brasileiros índios. Quem fará justiça aos brasileiros brancos que tanto trabalham por esse país?”, perguntou.</span></p>
<p>Leia mais no<a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/22/katia-abreu-alerta-congresso-para-situacao-tensa-entre-indios-e-produtores/" target="_blank"> PSD Câmara.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>José Carlos Araújo defende redução de impostos para cidadãos de baixa renda</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/jose-carlos-araujo-defende-reducao-de-impostos-para-cidadaos-de-baixa-renda/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Entre outros itens, o parlamentar destacou a necessidade da redução de tributos incidentes nos medicamentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5838" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/jose-carlos-araujo-22-05-2013.jpg"><img class="size-full wp-image-5838" title="jose-carlos-araujo-22-05-2013" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/jose-carlos-araujo-22-05-2013.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Deputado José Carlos Araújo (BA) - Foto: Cláudio Araújo</p></div>
<p>Por iniciativa do deputado <strong>José Carlos Araújo</strong> (BA), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), foi realizada nessa quarta-feira (22), audiência pública para discutir o impacto dos impostos nos preços finais dos produtos para os consumidores. A tributação proporcional à capacidade econômica do cidadão, a chamada tributação progressiva, foi defendida pelo deputado.</p>
<p>Araújo ressaltou a preocupação com o consumidor de baixa renda que sofre com a alta carga tributária no país. O parlamentar destacou a necessidade da redução de tributos incidentes nos medicamentos. “A responsabilidade de modificar a situação atual é do Congresso. Precisamos tomar consciência e partir para a votação de uma ampla reforma tributária. Temos que dar atenção especial ao consumo de remédios, produtos que necessitam ser desonerados. Isso sim, vai atingir todo o povo brasileiro”, argumentou.</p>
<p>Leia mais no <a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/22/jose-carlos-araujo-defende-reducao-de-impostos-para-cidadaos-de-baixa-renda/" target="_blank">PSD Câmara.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Barbara Gancia: &#8220;Ai, que saudades do ex-prefeito Kassab!&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 22:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A colunista da Folha de S. Paulo, em texto publicado nesta sexta-feira, 24, comenta os primeiros meses da atual gestão da Prefeitura de São Paulo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Folha de S. Paulo &#8211; 24/05/2013</em></p>
<p>Continuo aqui falando para as paredes e o pessoal segue sem dar a mínima. E a cada semana que passa a polarização aumenta.</p>
<p>A presidente Dilma manda seu boneco de ventríloquo, Celso Amorim (tão pequenino que dá para sentá-lo no colo e manipular sua cabecinha, uma graça, não?) garantir que ninguém irá tripudiar sobre a decisão derradeira do STF, de 2010, que decidiu manter a Lei da Anistia intocada. Mas alguém duvida que a presidente não esteja doidinha pra ver a Comissão da Verdade bagunçar tudo?</p>
<p>É justo e necessário, do ponto de vista histórico e emocional, para as famílias das vítimas e para nossa memória, que se reconstituam os fatos. Mas daí a rever o que já foi sacramentado e funciona dentro do limite do possível já são outros 450.</p>
<p>Há mais benefícios ou perdas a serem computados naquilo que propõe a Comissão da Verdade, neste momento em que o país passa por um delicado confronto ideológico, que só pode acabar servindo a uma oposição humilhada por uma derrota atrás da outra que, no afã de eleger José Serra a qualquer custo, entregou-se aos braços do que há de mais atrasado no que diz respeito ao conservadorismo da elite tapuia?</p>
<p>Será que o embate só terá fim quando a cabeça de Lula, Zé Dirceu, Aécio ou Eduardo Campos for apresentada em banquete sobre uma bandeja carregada por uma rebolante Salomé?</p>
<p>E que contribuição para equilibrar e elevar a conversa tem prestado Fernando Haddad, que deveria ser um expoente de seu partido, mas, até agora, se revelou um zero a esquerda (o trocadilho cai de letra)? Pois é, parece que o prefeito de São Paulo se contentou em trocar o papel de gestor por aquele de líder de torcida em dia de Fla-Flu. Sinal de sua colossal falta de sensibilidade foi um dos primeiros gestos simbólicos, o de endossar com entusiasmo a lei que muda o nome de vias públicas que tenham sido batizadas com nomes de militares aqueles que violaram direitos humanos durante o regime militar.</p>
<p>Ora, ora. Se tem uma coisa que paulistano odeia é vereador que dá nome a rua. Trata-se do símbolo máximo do descaso da Câmara com a cidade, de perder tempo com aquilo que não é prioridade.</p>
<p>Iluminação, limpeza, pavimentação, dedetização de mosquito, poda em praça, melhora na coleta de lixo, nem aos menos nas ações mais prosaicas o paulistano viu qualquer melhora nestes primeiros meses de Haddad na prefeitura.</p>
<p>Agora vem esse aumento da tarifa de ônibus inferior ao esperado e o prefeito anuncia como vitória e forma de &#8220;ajudar no desenvolvimento do país&#8221; por ser medida que serve para conter a inflação.</p>
<p>Alô, Fernando Haddad! O paulistano não é mané. Sua medida é um modo de maquiar índices da inflação e iludir. A Petrobras vende gasolina mais barata do que custa para produzir. Esse nabo sempre sobra para a gente. E sua gracinha com a tarifa significa subsidiar empresas de transporte em R$ 1,25 bilhão em vez dos R$ 660 milhões previstos, comprometendo Orçamento e renegociação da dívida da prefeitura.</p>
<p>Prefeitura, diga-se, cujo secretariado é composto por um saco de gatos que vai desde os apadrinhados daquele que contraiu boa parte desse ônus monumental, ou seja, Maluf, até a turma do PC do B. Como essa gente interage?</p>
<p>É cedo para previsões, mas se tivesse de apostar um picolé de limão sobre um termo para definir a prefeitura de Haddad, eu diria que ele será&#8230; &#8220;inércia&#8221;.</p>
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		<title>Em Sorocaba, Kassab defende eficiência na gestão pública</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/em-sorocaba-kassab-defende-eficiencia-na-gestao-publica/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 19:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Presidente nacional do PSD concedeu entrevista ao vivo à Rádio Ipanema, emissora da cidade, e falou da falta de recursos públicos para saúde, educação e segurança.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5857" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/kassab_Ipanema.jpg"><img class="size-full wp-image-5857" title="kassab_Ipanema" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/kassab_Ipanema.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">Kassab concede entrevista à Rádio Ipanema, em Sorocaba.</p></div>
<p>O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, disse nesta sexta-feira, em Sorocaba, que o partido está empenhado em sua proposta de renovação da política brasileira, principalmente na administração dos recursos públicos. “As pessoas querem eficiência de gestão e, em consequência, melhor qualidade de vida”, disse ele, que concedeu entrevista ao vivo à Rádio Ipanema, emissora de Sorocaba, interior de São Paulo.</p>
<p>Kassab falou da falta de recursos públicos para saúde, educação e segurança e sobre como o PSD se prepara para a eleição de 2014, a primeira para governador e presidente da República que o partido disputa. Ouça aqui a íntegra da entrevista.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/cWNVgVnaWXc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Propostas para o combate ao crime no Brasil</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/propostas-para-o-combate-ao-crime-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 19:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Cadernos Democráticos são publicações da fundação para estudos e formação política do PSD, o Espaço Democrático. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Combater a criminalidade, reduzir a violência e garantir segurança para os brasileiros é um dos maiores desafios que se apresentam hoje para o poder público e a sociedade civil.</em></p>
<p><em><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/Túlio-Kahn-consultor-segurança-pública-do-Espaço-Democrático.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5862" title="Túlio Kahn, consultor segurança pública do Espaço Democrático" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/Túlio-Kahn-consultor-segurança-pública-do-Espaço-Democrático-310x170.jpg" alt="" width="310" height="170" /></a>Este texto contém um diagnóstico do problema e diversas propostas para sua solução. Elaborado pelo sociólogo e cientista político<strong> Túlio Kahn</strong> (foto), especialista que coordena o Conselho Temático de Segurança Pública do Espaço Democrático, o trabalho é resultado de estudos e debates que tiveram a participação de <strong>Amaury de Souza, André Zanetic</strong>, coronel <strong>José Vicente da Silva</strong>, general <strong>Antonio Luiz Burgos</strong> e coronel <strong>Álvaro Camilo</strong>, entre outros que se dispõem generosamente a contribuir na busca de soluções para os problemas brasileiros.  </em></p>
<p><em>O Espaço Democrático é a fundação para estudos e formação política do PSD. Foi criado para formar militantes, estimular debates, pesquisar, planejar e apresentar ideias e propostas. Para isso, tem em sua estrutura um Núcleo de Estudos com mais de 20 diferentes Conselhos Temáticos, compostos por personalidades de expressão nos diversos setores da vida nacional, muitos deles sem qualquer vinculação partidária.</em></p>
<p><em>As propostas aqui expostas são apenas uma contribuição aos debates internos do PSD, que deverão conduzir ao texto definitivo do programa partidário. Complementarmente, outros textos estão em produção sobre temas correlatos, como os do sistema prisional, do Judiciário e dos direitos humanos.</em></p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="line-height: 26.666667938232422px;">Diagnóstico</span></span></strong></span></h2>
<p>A redução da criminalidade e da violência e a garantia da segurança dos cidadãos são hoje um grande desafio para o poder público e a sociedade civil. A violência e criminalidade atingem níveis epidêmicos em algumas regiões do País, principalmente na periferia das grandes cidades e regiões metropolitanas do Norte e Nordeste, que presenciaram um crescimento abrupto da criminalidade na última década. O crime organizado corrompe e enfraquece organizações públicas e privadas, até mesmo aquelas responsáveis pelo controle da criminalidade e da violência. A população tem pouca confiança nas policias e nas demais organizações do sistema de justiça criminal &#8211; identificadas como parciais, na medida em que protegem os direitos e interesses dos grupos de alta renda em detrimento dos grupos de baixa renda.</p>
<p>Os brasileiros, principalmente habitantes das grandes cidades, sentem que vivem numa sociedade e numa época violentas. Em algum momento na década de 70 a situação criminal do país se deteriora rapidamente, com os homicídios atingindo seu pico por volta de 2003. Entre as causas deste aumento estão o crescimento rápido e desorganizado das periferias dos grandes centros urbanos, o aumento da proporção de jovens na população, a proliferação das armas de fogo, o crescimento do crime organizado, em especial do tráfico de drogas, o aumento das disparidades sócioeconômicas e o despreparo e falta de recursos das polícias.</p>
<p>Esse crescimento contínuo da criminalidade e da insegurança foi também agravado por outros fatores, tais como: taxas elevadas de desemprego; a falta de articulação entre as polícias dos Estados e destas com a esfera federal; a insuficiência generalizada de juízes, delegados, policiais e equipamentos; a falta de treinamento e de remuneração adequada aos profissionais da segurança; as flagrantes violações aos direitos fundamentais dos cidadãos na rotina de policiamento e de investigação criminal; a falta crônica de vagas no sistema carcerário; leis penais antiquadas para a realidade do crime transnacional e globalizado. Como resultado destas mazelas, a população brasileira sente-se insegura.</p>
<p>A taxa média de homicídios para os 108 países investigados pela ONU (United Nations  Surveys of Crime Trends and Operations of Criminal Justice System) é de 8,5 por 100 mil habitantes, o que equivale a cerca de um terço da taxa brasileira, estimada em 24,1 por 100 mil. Quando separamos os países pelo grau de desenvolvimento industrial, observamos que uma taxa elevada de homicídios é característica das nações em desenvolvimento, estágio do Brasil, sendo mais baixa tanto nos países menos desenvolvidos quanto nos países industrializados. Mesmo quando comparada com o grupo de países em desenvolvimento, a violência brasileira chama a atenção, pois apresenta quase o dobro da taxa desses países, estimada em 12,7 por 100 mil. O crescimento da violência nas últimas décadas tem sido um dos maiores desafios para o desenvolvimento da América Latina. As taxas de homicídio colocam a região como uma das mais violentas do mundo, com taxas duas vezes maiores do que a média mundial (BEATO, 2002).</p>
<p>A retomada da economia após a crise de 2003, a progressiva redução da desigualdade social, a edição do Estatuto do Desarmamento em 2003,  a melhora da eficiência policial em alguns Estados e a diminuição na proporção de jovens na população, a intensificação da participação do governo federal e dos municípios na luta contra o crime, entre outros fatores, parece estar estabilizando e mesmo reduzindo a criminalidade violenta em alguns Estados do Sudeste do país.</p>
<p>A queda dos homicídios pode ser observada especialmente nas grandes cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco, para mencionar apenas as principais. Todos esses Estados têm em comum uma grande população, mas uma taxa de crescimento demográfico baixa entre 2000 e 2010. As polícias desses Estados vêm passando por extensas reformas gerenciais nos últimos anos e contam com políticas específicas para o controle dos homicídios. Se analisarmos os crimes contra o patrimônio pelo indicador roubo de veículo, que é bastante confiável, observaremos quedas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas e crescimento apenas moderado em Pernambuco. Este contexto de diminuição ou baixo crescimento do crime patrimonial ajuda a entender por que nesses Estados o desarmamento da população foi mais bem sucedido do que em outros, como os do Norte e Nordeste. Menos preocupados com sua segurança pessoal, a população destes estados acatou melhor a política nacional de desarmamento, com reflexos indiretos sobre os homicídios.</p>
<p><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/tabela-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5791" title="tabela 1" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/tabela-1.jpg" alt="" width="692" height="846" /></a></p>
<p>A queda dos homicídios no Sudeste na última década mostra que, com boa gestão, é possível diminuir a criminalidade em curto prazo e que não é preciso esperar por uma grande transformação social e econômica do país para garantir taxas de criminalidade menores para a população.</p>
<p>Mesmo com esta queda pontual em alguns Estados nos últimos anos, segurança pública é ainda uma das questões que mais afligem a população brasileira. Por isso, o PSD defende uma mudança profunda no sistema de segurança interna do país, com forças de segurança modernizadas, bem pagas, bem equipadas e bem treinadas, que atuem de forma eficiente e pautadas na defesa da ordem e dos direitos individuais.</p>
<p><strong>Sensação de insegurança</strong></p>
<p>Como já vimos, a segurança pública é uma das questões que mais afligem a população brasileira e um dos maiores desafios do país. Elevados índices de criminalidade afetam nossos níveis de sociabilidade e comportamento. A sensação de medo produzida pela violência termina por solapar os laços de solidariedade social aos mais necessitados, às minorias, aos viciados em drogas, etc.</p>
<p>Larke e Felson (1993) já disseram que as pessoas mais aptas a prevenir os crimes são os vizinhos, familiares, transeuntes, etc. Mas o medo e a insegurança encorajam as pessoas a levantar barreiras físicas para proteção e, consequentemente, reduzem as possibilidades de contato entre os vizinhos e as oportunidades para trocas de informação, ao mesmo tempo que  aumentam a desconfiança entre as pessoas. Ou seja, o medo e a insegurança dificultam a prevenção do crime pela utilização dos espaços públicos. As crenças, nesse caso, representam um entrave para a prevenção da violência.</p>
<p>A exposição constante à violência, direta ou indiretamente, pode alterar o modo como o indivíduo encara a violência: um efeito é a banalização de determinados tipos de violência em áreas de elevada incidência de homicídios, isto é, a violência passa a ser utilizada como instrumento de resolução de conflitos de modo tão corriqueiro que as pessoas deixam de encarar certos atos como violência. Muitas vezes os moradores das periferias dos grandes centros urbanos, onde são elevadas as taxas de homicídio, sentem-se mais seguros na vizinhança do que os moradores das áreas nobres, que são afetadas pelos crimes patrimoniais.</p>
<p>Tendo ou não sido vítimas de crimes nos últimos anos, os habitantes dos centros metropolitanos brasileiros sentem-se bastante inseguros, mercê do crescimento da violência nas últimas duas décadas. Dois terços julgam-se prováveis vítimas de algum furto ou roubo até o próximo ano, 57 % afirmam ter mudado de comportamento por razões de segurança e um terço dos entrevistados sente-se inseguro na própria vizinhança e conversou sobre crimes nas últimas duas semanas.</p>
<p>Assim, além de políticas direcionadas à prevenção e repressão ao crime, o PSD defende o estabelecimento de políticas específicas para reduzir a sensação de insegurança da população, que afeta a qualidade de vida e a economia do país.</p>
<p><strong>Prevenção e redução de fatores de risco, como álcool, armas e drogas</strong></p>
<h3>Políticas de segurança, justiça  e cidadania não se fazem apenas com os recursos do sistema de justiça criminal, mas também atuando preventivamente sobre a redução dos fatores de risco. Neste contexto, armas, álcool e drogas são fatores que exponenciam a violência e a criminalidade e precisam ser tratados como problemas de saúde pública. </h3>
<p>As bebidas alcoólicas são um dos mais importantes fatores criminógenos, isto é, que levam ao crime e multiplicam a violência. O álcool diminui a capacidade cognitiva e aumenta a probabilidade de respostas agressivas do indivíduo na presença de uma provocação (Exum, 2002). O indivíduo alcoolizado apresenta déficits tanto na atenção quanto na capacidade de julgamento e fica mais vulnerável não apenas à vitimização por homicídio, mas também em outras situações envolvendo acidentes e violências. Álcool e violência estão associados, seja pelos efeitos farmacológicos da bebida, seja porque indivíduos violentos ou com intenção de cometer violência bebem ou ainda porque consumo de álcool e comportamentos violentos são ambos indicadores de uma dimensão que pode ser denominada “comportamento de risco” (Markowitz, 2000).</p>
<p>Uma revisão de 331 estudos médicos norte-americanos publicados entre 1975 e 1995 revelou que as vítimas apresentaram resultados positivos para álcool em 29% dos suicídios, 38% dos homicídios culposos, 40% dos acidentes fatais de trânsito e 41% dos homicídios. Esse percentual eleva-se para 50% entre os mortos por afogamento e cai para 16% entre os mortos por estrangulamento ou sufocamento. [ANNALS OF EMERGENCY MEDICINE 33(6):659-668 (1999)]</p>
<p>Levantamentos realizados pelo CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – estimam que entre 7 e 11% da população brasileira podem ser considerados dependentes de álcool. Entre os jovens do sexo masculino, a prevalência de dependentes de álcool sobe para 24%, de acordo com a pesquisa realizada em 2001 nas 107 cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes. E 69% dos pesquisados revelaram ter usado álcool alguma vez na vida, sendo a prevalência elevada mesmo entre adolescentes entre 12 a 17 anos (48%).</p>
<p>Existem muitas estratégias para desestimular o uso do álcool. Entre as melhores práticas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, estão o estabelecimento de uma idade legal mínima para a compra de álcool, restrições nas horas ou nos dias de venda (Lei Seca), restrição na densidade de bares e pontos de revenda por área, taxação, fiscalização dos níveis de embriaguez pela polícia, redução nos limites legais de concentração de álcool no sangue, suspensão administrativa da licença para dirigir dos motoristas embriagados, licenças “progressivas” para dirigir, para os novos motoristas. Campanhas educacionais ou de conscientização não têm mostrado efetividade, ao contrário do aumento da taxação, que parece ser a medida mais eficaz para reduzir o consumo. (OMS, Problemas Públicos de Saúde Causados pelo álcool, relatório do Secretariado EB115/37, 24 de dezembro de 2004). A taxação tem efeito direto sobre o nível de consumo de álcool na sociedade e indiretamente sobre crimes como roubos, agressões e violência sexual (Markowitz, 2000). </p>
<p>Com relação às drogas, é preciso atuar de forma preventiva e definindo o problema como uma questão de saúde pública e não apenas de repressão policial. É preciso transferir o comando da SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas) para profissionais da área de saúde,  transferindo-a para o Ministério da Saúde ou o futuro Ministério da Segurança. É preciso ampliar a discussão para abarcar também o problema das drogas legais, como remédios e as bebidas alcoólicas, que são grandes geradores de violência, com campanhas e medidas para diminuir seu uso e propaganda entre os jovens. </p>
<p>Quando se consulta a população sobre as principais causas da violência, dois fatores se destacam: a situação econômica (o desemprego; a pobreza e a miséria) e o tráfico de drogas. Essa percepção explica porque a população responsabiliza em parte o governo federal pela violência, mesmo que ele não controle as polícias. O tráfico, apontam as pesquisas, é o tipo de crime que a população mais teme, mais do que os roubos e os estupros (32,5% em média vê o tráfico como crime que mais ameaça, CNT/Sensus).</p>
<p>Como se explica esse temor? É que o crime patrimonial produz apenas um dano temporário e um prejuízo financeiro, que pode ser reposto. Porém o tráfico de drogas, na medida em que alicia os jovens, pode trazer consequências permanentes e desastrosas para a família: um jovem viciado larga os estudos, o trabalho, anda com maus elementos, furta objetos em casa para sustentar o vício, se envolve com roubos, cria problemas com a polícia e a Justiça, e pode até acabar morto. A droga, enfim, implica perigo muito maior do que um simples roubo porque desestrutura a família da vítima.</p>
<p>O viciado que compra droga para consumo próprio deve ser tratado como um doente e não como um delinquente, e desde que exista um sistema que ofereça tratamento público adequado, ele deve ser forçado a se tratar, em seu benefício e da sociedade. O congresso aprovou em 2006 uma nova legislação sobre drogas (lei 11.343/06), adotando uma postura de “proibicionismo moderado”, isto é, as drogas não foram legalizadas – o uso ainda é crime &#8211; mas o usuário não é mais punido com pena de prisão, postura já adotada por diversos países, como Portugal. Os usuários não devem receber sansões prisionais, que estigmatizam a pessoa, mas sansões como recomendação ou obrigatoriedade de tratamento médico, obrigatoriedade de frequentar cursos de qualificação, proibição de frequentar locais de risco, multas ou penas alternativas.</p>
<p>Não vemos necessidade de alterar novamente este ponto e descriminalizar o uso das drogas, mas a legislação precisa ainda ser aperfeiçoada, pois não distingue por critérios objetivos de quantidade o usuário do traficante, nem os diversos níveis na hierarquia do tráfico. O resultado é o arbítrio, penas desproporcionais e a lotação dos tribunais e dos presídios com gente que não oferece riscos. Estima-se que 20% da população prisional brasileira cumpra pena por crimes relacionados a drogas, muitos deles pequenas mulas e traficantes-dependentes. Além de sugerir aperfeiçoamentos na legislação, nossa proposta também é de oferecer tratamento médico ao viciado através da rede pública de saúde e adotar políticas de prevenção, redução da demanda e redução de danos, que pode contribuir para diminuir as doenças transmissíveis e as mortes devido ao uso excessivo ou inadequado.</p>
<p>Ações no sentido de auxiliar dependentes químicos a reduzir o consumo de drogas ou a manter abstinência têm sido insuficientes. Dependentes químicos de baixa renda não dispõem de serviços públicos de tratamento e reabilitação a custos baixos. Investir em tratamento e reabilitação de qualidade é uma maneira moderna, em termos de direitos humanos, de efetivamente reduzir o número de clientes e, portanto, a renda dos traficantes. Além disso, em tempos de restrições orçamentárias, tal ação já provou uma relação de custo-benefício em comparação com outras intervenções. A política pública mais dispendiosa é não fazer nada (V. o documento do UNDCP “Investing in drug treatment”).</p>
<p>Com relação a armas de fogo, a legislação brasileira avançou bastante com o Estatuto do Desarmamento de 2003, mas a implementação do mesmo tem sido desigual nos Estados. Reduzir o crime e a sensação de insegurança são as melhores maneiras de reduzir a quantidade de armas em circulação de forma voluntária, mas independente desta redução, é preciso incentivar a cultura do desarmamento e estimular estratégias de busca e apreensão de armas ilegais pelas polícias estaduais, bem como combater o contrabando de armas ilegais nas fronteiras.</p>
<p>Definição e regulamentação do papel do Poder Municipal na segurança</p>
<p>Assim como o Governo Federal, também os municípios passaram a assumir um papel mais ativo na área da segurança pública nos últimos 20 anos, não apenas com a criação das Guardas Municipais, mas também com a alocação das demais secretarias municipais no enfrentamento dos indutores da violência, da desordem urbana, da criminalidade e da sensação de insegurança da população. O artigo 144 da Constituição reduz bastante a função das Guardas, limitando-as à proteção dos “próprios municipais”, sem lhes atribuir o “poder de polícia”, já reconhecido pela jurisprudência.</p>
<p>Do ponto de vista da racionalização e organização dos órgãos de segurança, é melhor que as Guardas assumam um papel complementar ao das polícias estaduais e o governo federal deve orientá-las e capacitá-las para o enfrentamento da desordem urbana, que hoje se sabe estar relacionada à criminalidade e à sensação de insegurança da população. Policiais de “qualidade de vida”, que zelam pelas posturas municipais com relação à limpeza, iluminação, comércio irregular, silêncio e organização do território contribuem fortemente para a melhoria do ambiente e indiretamente para o controle da criminalidade.</p>
<p>É preciso lembrar também que a Guarda não é o único recurso das prefeituras e que há um imenso espaço para ações preventivas através de políticas municipais de cultura, esportes, habitação e outras. Mesmo com esta função complementar das polícias estaduais e federal, é preciso garantir poder de polícia para as Guardas Municipais, conciliando a legislação com a realidade. Na prática, os municípios já dão às Guardas atribuições além das previstas na Constituição, naquilo que é da sua competência decidir. Em algumas cidades a GCM cuida de fiscalizar ambulantes, das áreas de interesse ambiental, coíbe invasões e faz remoções, aborda e encaminha pessoas em situação de rua, especialmente crianças, e atua complementarmente em ações de segurança pública, sobretudo em casos de flagrante e evidência de risco em áreas da sua atuação, como escolas, parques e praças. Mas ajustar a Constituição é importante para explicitar que as Guardas fazem parte do sistema de segurança e devem ser constituídas apenas se observarem os requisitos estabelecido em lei complementar e ordinárias federais.</p>
<p>Manter uma estrutura própria de segurança é custoso e nem todos os municípios tem condições de arcar com mais essa função. Além disso, muitos problemas de segurança são intermunicipais, especialmente em áreas conurbadas, como as regiões metropolitanas. Assim, seria desejável a formação de consórcios intermunicipais – tal como o Fórum Metropolitano de Segurança de São Paulo – para formular, financiar e administrar políticas intermunicipais de segurança, diminuindo os custos para todos.</p>
<p>O mesmo artigo 144 da Constituição engessa a estruturação das polícias no Brasil, na medida em que determina a existência de duas polícias separadas, uma judiciária (Civil) e outra ostensiva (Militar). Ainda que a unificação das polícias seja um processo de longo prazo, é preciso dar passos no sentido da integração de ambas, medida apoiada pela massa dos policiais e da população brasileira. Propomos que este artigo seja retirado da Constituição, permitindo aos Estados e às polícias que o desejarem, iniciar este lento processo de integração, criando estruturas policiais únicas e de ciclo completo.</p>
<p>Defesa das fronteiras terrestre, aérea e marítima</p>
<p>O Brasil tem fronteiras territoriais e marítimas gigantescas, fazendo divisa com diversos países limítrofes. Estas fronteiras são hoje pouco vigiadas, facilitando a criminalidade com consequências danosas para a economia do país. Os efetivos e recursos da Polícia Federal são escassos frente à extensão do problema e através das fronteiras existe um intenso tráfego ilegal de armas, drogas, pessoas, veículos roubados, mercadorias contrabandeadas e todo tipo de ação ilícita. A fiscalização dos portos é igualmente precária, facilitando a entrada e saída de produtos ilegais, uma vez que atualmente a fiscalização é realizada com amostras pequenas das cargas.</p>
<p>É consenso entre os analistas que as fronteiras precisam ser reforçadas e a necessidade de contar com mais pessoal e, especialmente, recursos tecnológicos de ponta para executar a tarefa de forma satisfatória. A fragilidade no controle das nossas fronteiras, portos e aeroportos tem contribuído com a ampliação do tráfico e do consumo de drogas a céu aberto em todo o país. O uso do crack é uma realidade até nos municípios de pequeno porte e na zona rural. A população de Norte a Sul sofre com as consequências da droga. Os governos municipais se sentem impotentes e os governos estaduais não possuem estrutura suficiente para lidar com esta grave realidade.</p>
<p>O tráfico de drogas, que domina extensas áreas das principais regiões urbanas e afeta outras modalidades criminosas, tornou o Brasil o segundo maior consumidor mundial e um dos maiores centros de movimentação de cocaína no mundo. Estima-se que o país consuma de 40 a 50 toneladas de cocaína ao ano, “exportando” outro tanto. As polícias estaduais e federal apreendem apenas cerca de 15% desse volume de droga, que invade o território nacional a partir da Colômbia, Peru e Bolívia.</p>
<p>A falsificação de equipamentos, remédios, CDs/DVDs, vestuário, combustível, bebidas, computadores, celulares, cigarros e outras piratarias constitui rica atividade de negócios criminosos, que impede maior geração de emprego e renda e gera perda de quase 30 bilhões de reais em impostos por ano. Segundo estudos da PriceWaterhouse &amp; Coopers, com apenas a redução de 25% na pirataria no setor de informática o país deixaria de perder 1,7 bilhão de reais ao ano, gerando cerca de 25 mil novos empregos. O combate à pirataria tem que ser liderada pelo governo federal junto com os governos estaduais e municipais, reforçando as organizações públicas e da sociedade de forma permanente e não ocasionalmente.</p>
<p><strong>Reestruturação do Sistema Nacional de Segurança Pública</strong></p>
<p>Atualmente, os governos estaduais traçam autonomamente suas políticas de segurança pública. Num nível mais amplo, o combate ao crime sente falta de uma integração nacional e de uma Política Nacional de Segurança Pública. Um órgão estratégico de abrangência nacional, como o Ministério da Segurança Pública, deveria operacionalizar a troca de informações sobre criminosos entre as diversas unidades da Federação, estabelecer padrões de atuação policial, disseminar as experiências exitosas de combate ao crime para todos os Estados e coibir o abuso da violência policial.</p>
<p>A Constituição coloca os Estados como os principais responsáveis pela gestão da segurança, cabendo ao Governo Federal diminuta parcela dessa responsabilidade. O Governo Federal pode, contudo, atuar no combate à criminalidade &#8211; sem interferir nos assuntos internos dos Estados e respeitando o princípio federal &#8211; através de incentivos para que os Estados cumpram com as políticas e metas recomendadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e em conformidade com a Constituição. </p>
<p>Assim, o Governo Federal poderia apoiar a construção  de presídios naqueles Estados que adotem os padrões constitucionais e internacionais de  tratamento ao delinqüente; contribuir com as unidades policiais daqueles Estados que implementem mecanismos de controle sobre a violência policial, como ouvidorias de polícia ou programas de acompanhamento psicológico para os policiais envolvidos em conflitos. Em resumo, o Governo Federal pode aumentar sua atuação na esfera da segurança através de uma ajuda adicional &#8211; técnica ou financeira -  aos órgãos de segurança que atendam determinados padrões de excelência almejados.</p>
<p>A Senasp e o Ministério da Justiça já realizam de alguma maneira essas tarefas desde 1997, através do Plano Nacional de Segurança Pública, Fundo Nacional de Segurança Pública, Fundo Penitenciário Nacional, e posteriormente Susp e Pronasci. Mas as estruturas atuais da Senasp, Senad e Depen são precárias. Um Ministério da Segurança específico daria mais recursos e agilidade para a consecução destas relevantes tarefas.</p>
<p>Segurança pública não é apenas questão de polícia, nem somente dos governos estaduais. Os governos federal e municipais podem contribuir de muitas maneiras para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Neste quadro caótico em que nos encontramos, o Governo Federal não soube definir para si mesmo o papel que lhe cabe, tampouco o escopo de suas ações na esfera da segurança. O resultado é fragmentação e desarticulação nos diversos níveis de governo e a consequente perda de controle por parte da sociedade brasileira no problema da segurança.</p>
<p>Cabe ao Governo Federal estabelecer as condições para que Estados e municípios enfrentem de forma adequada e efetiva o problema da criminalidade. Assim, a missão primordial do Governo Federal seria duplamente definida. De um lado, estimulando e induzindo políticas públicas de segurança, através do apoio financeiro, material e logístico a projetos prioritários. De outro, conduzindo as ações de inteligência e repressão qualificada de acordo com o que é estabelecido como sua missão constitucional, e a partir de uma perspectiva integrada com outros órgãos de segurança e defesa social.</p>
<p>A forma como os órgãos de segurança estão estruturados no País não contribui para a eficiência do sistema nacional de segurança. Não existe um ministério exclusivo para lidar com a temática e a Secretaria Nacional de Segurança carece de pessoal e de recursos. Existe também um desencontro e falta de coordenação entre diversos órgãos atualmente espalhados na Polícia Federal, Ministério da Justiça e Presidência da República.</p>
<p>A dualidade das policiais estaduais implica em falta de integração e aumento de despesas, comprometendo o trabalho das polícias civil e militar. As guardas civis encontram-se em expansão no país, mas suas amplas atividades atuais estão em claro desacordo com o reduzido papel reservado a elas pela Constituição. A segurança privada cresce a passos largos desde a década passada, mas está pouco integrada com o sistema de segurança pública. Existem muitas empresas ilegais atuando no setor e a fiscalização da atuação dos serviços privados é diminuta.</p>
<p>A formação dos policiais é insuficiente e inadequada para as tarefas exigidas, os salários baixos e os equipamentos escassos. Há uma gama de novas tecnologias de segurança no mercado que ainda não estão disponíveis para as polícias.</p>
<p><strong>Reaparelhamento das Forças Armadas e autorização de seu uso, excepcional, na Segurança Pública</strong></p>
<p>Como uma espécie de punição simbólica, as Forças Armadas foram sucateadas pelos governos democráticos que se seguiram aos regimes autoritários. Isto tem implicações para a segurança externa e poder de dissuasão do país no cenário internacional, cujos recursos naturais e econômicos devem ser protegidos contra eventuais agressões estrangeiras, tanto por parte de exércitos formais quanto por parte de grupos terroristas, paramilitares e organizações criminosas.  Forças Armadas bem equipadas e treinadas são necessárias em todos os países, até mesmo para preservar o regime democrático quando ameaçado. É preciso superar o passado e encarar as Forças Armadas como uma necessidade para a defesa externa e interna do país.</p>
<p>A greve das Polícias Militares em alguns Estados na última década alertou para a necessidade da criação de um novo corpo policial que pudesse assumir as funções básicas de policiamento no caso da paralisação dos serviços essenciais em alguma unidade federativa. A Força Nacional de Segurança Pública foi criada com essa finalidade, além de reforçar o policiamento em situações de gravidade ouem eventos específicos. Seuuso, no entanto, é episódico, pois sua utilização envolve grande dificuldade logística que impede seu emprego oportuno por prazos longos ou com grandes efetivos. O policial, trazido de outro Estado, precisa ser transportado, alojado e alimentado e desconhece o território e o contexto em que está atuando. Um contingente heterogêneo é impróprio para atuar em situações de crise. Além disso, existem questões legais não resolvidas com relação à subordinação de comando ou responsabilidade no caso de mortes de ou por elementos da Força Nacional.</p>
<p>Uma alternativa mais racional – nos casos de garantia da lei e da ordem, como estabelece a Constituição &#8211; é o emprego das Forças Armadas nestas ocasiões excepcionais, já que existem bases militares e contingentes em todas as unidades da Federação, diminuindo assim as dificuldades logísticas de alojamento, transporte e alimentação de uma grande tropa.</p>
<p>É preciso garantir o poder de polícia e recursos para as Forças Armadas nessas ocasiões. O bom trabalho executado pelas Forças Armadas na missão de paz do Haiti sugere que elas podem ser bem empregadas nestas situações excepcionais, desde que recebam treinamento e armamento adequado às funções de policiamento. É preciso repensar o papel das Forças Armadas na segurança pública, principalmente no controle do espaço aéreo, marítimo e fronteiras terrestres contra o tráfico de drogas. O art. 142 da Constituição estabelece que, “as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais, e por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Existe, portanto, expressa previsão constitucional para que as Forças Armadas eventualmente sejam empregadas na segurança pública, mas somente em casos excepcionais.</p>
<p><strong>Regularização e integração do setor privado na segurança  </strong></p>
<p>A segurança privada cresceu linearmente no Brasil desde seu surgimento oficial, com o Decreto Federal de 21 de outubro de 1969, que inicialmente criou a obrigatoriedade da presença dos vigilantes nas agências bancárias e instituições financeiras, logo se ampliando para outras áreas. De acordo com o Departamento de Polícia Federal, no final de 2005 havia no país aproximadamente 1,28 milhão de vigilantes oficialmente cadastrados no órgão<a title="" href="#_ftn1">[1]</a>, que é formalmente responsável pela autorização, fiscalização e controle do setor.</p>
<p>Entretanto, para a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores – FENAVIST, considerando-se as áreas mais frequentes de atuação da segurança privada (vigilância patrimonial e vigilância patrimonial orgânica), o total estimado seria de 557.500 vigilantes<a title="" href="#_ftn2">[2]</a> no mesmo ano, além de 38.200 profissionais das empresas de transporte de valores. Enquanto os dados do DPF consideram todos os profissionais registrados, inclusive aqueles que foram demitidos de suas funções ou que porventura desenvolvam outras atividades, os dados da FENAVIST consideram apenas os vigilantes que estão efetivamente em atuação, portanto representando uma estimativa mais realista com relação aos dados do DPF. A diferença nos dados evidencia, portanto, o desemprego e a alta rotatividade dos profissionais do setor, que é marca da baixa profissionalização desse mercado.</p>
<p>Corrigidas algumas arestas problemáticas, como a falta de fiscalização das empresas ilegais – segurança pública e privada podem conviver cooperativa e pacificamente e exercer funções complementares, em benefício da sociedade. É incompleta a leitura segundo a qual o setor privado cresce no Brasil apenas porque a polícia estaria falida e não cumpriria seu papel a contento. Na verdade, o setor privado cresce simplesmente porque não é função da polícia proteger pessoas e espaços que têm necessidades especiais de segurança, já que isso seria privilegiar alguns setores da sociedade em detrimento de outros. A obrigação do poder público é oferecer um serviço básico e universal de qualidade, deixando para o mercado o atendimento das situações especiais, como a proteção dos espaços semipúblicos. O crescimento da segurança privada é mundial e ocorre mesmo em sociedades e contextos onde a criminalidade cai e a polícia é considerada eficaz, tendo pouca relação com a crise da segurança pública. </p>
<p>O grande problema que encontramos no Brasil está na fragilidade dos mecanismos de controle e fiscalização da atividade em seus diferentes segmentos, que atualmente estão a cargo da Delegacia de Controle da Segurança Privada &#8211; DCSP de Brasília e das Delegacias Estaduais de Segurança Privada &#8211; DELESPs. Além dos poucos recursos dispensados para essa finalidade serem subaproveitados – inclusive com a ausência de bases de dados eficientes e informativas &#8211; a dificuldade se agrava pelo processo de franca expansão do setor, que age como mais uma barreira ao fôlego necessário para o acompanhamento dessa necessidade de efetivação da regulamentação. Entre os principais problemas gerados está a questão das armas de fogo, incluindo o risco constante de perdas das armas e alimentação do mercado ilegal, problemas relativos ao treinamento dos profissionais, ocorrências de abusos e desvios de conduta, e a questão do “bico” policial.</p>
<p>A iniciativa privada deve ter um papel complementar no esforço coletivo de redução da criminalidade e da violência. O setor privado e a sociedade civil podem contribuir para a melhoria dos serviços de segurança pública de várias formas, fornecendo expertise em gestão, apoiando a atuação de gestores inovadores na polícia, influenciando a opinião pública de forma a aumentar a pressão por reformas, fornecendo recursos e executando determinadas atividades típicas de governo.</p>
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<p>Nos países desenvolvidos, o efetivo privado na segurança já representa o triplo do público. Não faz sentido o uso de policiais treinados e bem pagos para algumas funções que podem muito bem ser preenchidas pelo setor privado, como atendimento telefônico, guarda de imóveis, portaria, serviços administrativos e burocráticos em geral.</p>
<p>A administração das prisões é outra área onde a participação da iniciativa privada pode ser benéfica para a sociedade. O número de presos no país cresce ano a ano e os Estados não têm demonstrado capacidade de construir e administrar a contento as unidades prisionais, que estão com lotação acima de sua capacidade e oferecem reduzida capacidade de ressocialização. Em diversos países, parte desta responsabilidade é compartilhada com o setor privado, que se encarrega de construir e administrar parte das unidades, em especial os serviços de alimentação, lavanderia, laborterapia e outros não ligados diretamente à administração da disciplina, que deve ser monopolizada pelo Estado.</p>
<p>Outra estratégia eficiente para prevenir a criminalidade, porém pouco utilizada por Estados e municípios, é a regulação dos espaços semipúblicos – aqueles espaços privados por onde circula grande quantidade de pessoas e que por isso enfrentam problemas criminais que demandam a intervenção do poder público, como shoppings, clubes e bancos. A criação e fiscalização das posturas municipais e estaduais nesses espaços são uma forma de organizar o uso destes equipamentos urbanos privados, garantindo algumas regras mínimas. Exemplos disso são as posturas que exigem que os estacionamentos dos shoppings ofereçam seguro, que os bancos instalem portas giratórias e contratem vigilantes, que os caixas automáticos 24 horas contem com isolamento para os usuários, que as pessoas cuidem da pintura, segurança e manutenção das edificações. A famosa Lei Seca, adotada em algumas cidades paulistas e que limitou o funcionamento dos bares em certos horários e dias da semana, é um exemplo de regulação dos espaços semipúblicos que contribuiu para a redução dos homicídios em São Paulo.</p>
<p><strong>Aperfeiçoamento da gestão da segurança</strong></p>
<p>Para além da falta de recursos crônica e do modelo defasado, as polícias também padecem de problemas conjunturais de gestão administrativa, o que quer dizer que mesmo dentro deste quadro atual seu desempenho poderia ser aperfeiçoado com pequenas melhorias na forma como são geridas. Basta ver como, dentro do mesmo modelo estrutural, algumas polícias obtiveram ganhos de eficiência nos últimos anos e alguns Estados conseguiram redução sistemática dos índices de criminalidade.</p>
<p>Entre as estratégias promissoras de policiamento recomendadas pela Organização Mundial de Saúde estão:</p>
<p>- policiamento comunitário;<br />- policiamento focado em hot spots;<br />- policiamento orientado a problemas.</p>
<p>Policiamento Comunitário é uma filosofia que promove o uso sistemático de parcerias e técnicas de resolução de problemas, para responder proativamente às condições que provocam o crime, desordem e a sensação de insegurança. Policiamento focado em hot spot é outra estratégia que busca focar os limitados recursos policiais em locais onde os crimes são particularmente elevados. Finalmente, policiamento orientado a problema (POP) é um modelo de policiamento que requer proatividade da polícia, de modo a identificar causas subjacentes que podem ser atacadas cirurgicamente para aliviar a criminalidade e a desordem em suas raízes, ao invés de apenas responder aos chamados reativamente.</p>
<p>O modelo de policiamento comunitário deve servir de inspiração para polícias estaduais e guardas municipais, principalmente onde as relações polícia e comunidade são deterioradas. Sabe-se que o policiamento comunitário é eficiente para reduzir a sensação de insegurança, melhorar a imagem da polícia e diminuir a letalidade policial, entre outras vantagens. Ele deve ser adotado de forma complementar aos outros modelos de policiamento e sem esquecer um de seus elementos mais importantes, que é o policiamento orientado a problemas, pois do contrário torna-se apenas uma estratégia de marketing para melhorar a imagem da polícia.</p>
<p>Problemas como desordem – barulho, flanelinhas, pedintes agressivos, pichação, sujeira, etc. afetam cotidianamente um grande número de pessoas e incomodam às vezes muito mais do que os crimes graves, que são relativamente raros. Mais do que ser vítima de roubo, algo grave mas raro, são estes os elementos que aumentam a sensação de insegurança da população, como revelaram as pesquisas de vitimização. A conhecida estratégia de policiamento conhecida por “tolerância zero” tem um dos seus principais focos no combate à desordem física e social das cidades, uma vez que os sinais de desordem atraem a criminalidade mais grave e aumentam a sensação de insegurança da comunidade.</p>
<p>A falta de efetivos policiais pode ser minimizada através de diversos expedientes, como a contratação de policiais temporários, redução dos empréstimos de policiais a outros órgãos, criação de unidades penitenciárias para a proteção externa dos muros dos presídios, diminuição do número de policiais nas escoltas de presos, realocação dos presos das delegacias para o sistema prisional, uso de civis nas funções burocráticas e administrativas das polícias, entre outras.</p>
<p>A questão do “bico” policial deve ser tratada de forma lúcida, pois embora formalmente proibido ele é amplamente aceito nas forças policiais como forma de complementar os baixos salários da categoria. Mas precisa ser regulamentado para evitar riscos para os policiais, trabalho excessivo, quebra de hierarquia e outros efeitos deletérios. O programa “Operação Delegada”, elaborado pela Polícia Militar Paulista em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, é um exemplo a ser seguido e ampliado, pois ataca simultaneamente o problema da falta de efetivos na cidade e o segundo emprego policial.</p>
<p><strong>Ampliação e modernização da Polícia Federal</strong></p>
<p>A Polícia Federal constitui a principal estrutura de âmbito federal para ações policiais em modalidades criminosas definidas pela Constituição Federal, mas tem se integrado pouco com as polícias estaduais, principalmente no combate ao tráfico de entorpecentes e outras modalidades de crime que extrapolam as fronteiras estaduais como o contrabando, a pirataria, os roubos de carga, a lavagem de dinheiro e os roubos e furtos de veículos. </p>
<p>A excessiva autonomia da Polícia Federal é institucionalmente inconveniente porque a deixa distante das políticas do governo para o setor e dificulta seu comando, instrumento essencial em qualquer organização policial. Essa autonomia é prejudicial porque a estrutura policial federal resiste sistematicamente a interagir com a Senasp e com as polícias dos Estados, prejudicando a sinergia necessária, principalmente nas atividades contra o crime organizado.</p>
<p>Para atender as incumbências federais na segurança pública o Governo Federal conta com uma força policial com a metade de suas necessidades. Não bastasse essa limitação de recursos, a Polícia Federal ainda tem encargos burocráticos ou de baixa prioridade &#8211; cuidar de estrangeiros nos portos e aeroportos, emitir passaportes, fiscalizar a segurança privada, atender a segurança de autoridades &#8211; que consomem recursos que deveriam estar voltados para questões criminais de maior prioridade.</p>
<p>O resultado é que não se tem um trabalho consistente e contínuo contra o crime organizado, onde se faz pouco mais que pontuais apreensões de drogas e prisões de chefes da baixa e média hierarquia criminosa ou operações de grande impacto midiático, mas com resultados limitados em termos de resultados judiciais. As grandes estruturas do tráfico de entorpecentes, dos jogos ilegais, do contrabando, da pirataria, do roubo de cargas ainda não sofreram impacto significativo de suas ações. Grandes centros urbanos de forte atividade do crime organizado, como as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, contam com pouco mais de 700 policiais dispersos em inúmeras atividades burocráticas e com baixo envolvimento em atividades críticas da criminalidade. </p>
<p>Para melhorar essa situação, a Polícia Federal deveria ser ampliada e modernizada. Seu efetivo poderia ser duplicado, com parte dele utilizado para formar o braço uniformizado da Polícia Federal, uma espécie de Guarda Nacional profissionalizada e permanente, em substituição à falida experiência da Força Nacional de Segurança Pública, cujo emprego é custoso e pouco eficiente.</p>
<p><strong>Valorização da Segurança e da Cultura Cidadãs</strong></p>
<p>A crise atual da gestão penal-repressiva da segurança suscita reflexão sobre novas estratégias capazes de responder à demanda social por segurança, sem o recurso exclusivo ao sistema de justiça criminal. Os focos principais das ações de Segurança Cidadã são as iniciativas de médio e longo prazo e de caráter preventivo de combate ao crime, ainda que possa contemplar subsidiariamente medidas de aplicação imediata. Esta preferência pelas medidas preventivas e de longo prazo está baseada no reconhecimento de que medidas estritamente repressivas e implementadas exclusivamente pelas instituições tradicionais de combate ao crime &#8211; polícia, justiça, sistema carcerário &#8211; tem se demonstrado pouco eficazes para inibir o crescimento da criminalidade, tanto no Brasil quanto em outros países.</p>
<p>Entre as medidas preventivas bem sucedidas sugeridas pela Organização Mundial da Saúde estão as visitações familiares, a orientação aos parentes de jovens em risco, programas de educação pré-escolar, treinamento em habilidades e autocontrole, enriquecimento acadêmico fora do horário escolar, ajuda financeira, ajuda através de pares (mentoring), terapias familiares e outras terapias de curto prazo, desenvolvimento urbano, melhorias urbanísticas, controle sobre armas, álcool e drogas, e campanhas contra a violência através dos meios de comunicação, entre outras.</p>
<p>A formação de uma cultura cidadã é um dos exemplos na área da prevenção. O conceito de Segurança Pública Cidadã é concebido aqui de forma ampla e não se confunde com a questão da criminalidade. Em contraposição ao conceito usual de segurança pública, a questão criminal passa a ser vista como somente uma das vertentes do fenômeno da insegurança. Não se trata apenas de reduzir a criminalidade, mas também de reduzir insegurança, inclusive subjetiva, que tanto preocupa a população. Para isto, além do crime, é preciso focar também nas pequenas contravenções, nas incivilidades do cotidiano, no modo como as agências governamentais ligadas à Justiça e à criminalidade tratam com a população. Estar seguro é não apenas estar livre do risco de tornar-se vítima de crimes, mas também livre do medo, livre da violência gratuita, livre do risco de ser destratado pela polícia e pela Justiça.</p>
<p>A redução da criminalidade e da violência depende de um amplo conjunto de ações e investimentos para revitalizar a família como local de educação para a cidadania e os direitos humanos, reestruturar comunidades e áreas urbanas abandonadas pelo poder público e pela iniciativa privada, gerar empregos e oportunidades de renda, redistribuir a riqueza e eliminar a pobreza, modernizar e reformar o sistema de justiça criminal.   A compreensão dos valores da comunidade ajuda a traçar políticas de segurança pública, justiça e cidadania mais eficazes e qualquer política nesta área deve levar em conta os valores, sob o risco de serem mal sucedidas caso não integrem esta dimensão.</p>
<p><strong>Cultura Cidadã como ação complementar de combate ao tráfico</strong></p>
<p>Pesquisas de cunho antropológico realizadas no Brasil e na Colômbia mostram a importância de conhecer e retrabalhar a dimensão valorativa da população. No Brasil, descobriu-se que a participação dos jovens no tráfico de drogas está bastante vinculada à questão do poder, da sedução sexual e das possibilidades econômicas que a participação nesse mercado pode proporcionar, embora não seja simples reduzir a atratividade que o tráfico exerce apenas nesses fatores, uma vez que cada vez mais vem sendo identificadas múltiplas razões que têm levado à participação destes jovens no tráfico (Ramos, 2009)</p>
<p>Ao mesmo tempo em que os valores e a cultura em torno de um sentimento de pertencimento a um grupo, de poder, de sedução e autoestima têm impacto direto na propagação do tráfico, o tráfico de armas e drogas, por sua vez, influencia a organização e estrutura de valores de uma comunidade, uma vez que desorganizam a vida associativa e política das comunidades; impõem um regime despótico às favelas e bairros populares; disseminam valores belicistas contrários ao universalismo democrático e cidadão; destroem estruturas familiares e a dinâmica da reprodução cultural; degradam a lealdade comunitária tradicional; fortalecem e disseminam o patriarcalismo, a homofobia e a misoginia ao valorizar a valentia, a lealdade à facção e as posturas belicistas; estimulam reações que tendem a estigmatizar a pobreza e os pobres, promovendo imagens negativas das comunidades, favelas e bairros populares; etc. (Soares, 2000).</p>
<p>Seja como for, a atratividade que o tráfico exerce está diretamente relacionada ao potencial simbólico desse contexto, aos valores e as normas culturais dos jovens, impulsionando a ideia de que uma mudança concreta nesse cenário passa obrigatoriamente pela necessidade de “disputar” os jovens com a atratividade do tráfico através do incentivo e disseminação de outros valores e atitudes capazes de reorientar esses jovens para outros circuitos de atividades que se conecte a valores socialmente “positivos”<a title="" href="#_ftn1">[3]</a>.</p>
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<p>Essa perspectiva tem orientado o desenvolvimento de projetos governamentais, ONGs e agências internacionais dedicados ao desenvolvimento de projetos sociais, educacionais, culturais e esportivos, de características diversas, que sejam capazes de atuar na transformação dos valores dos jovens e em seu envolvimento social. Isso tem sido desenvolvido não apenas no Rio de Janeiro, onde a aproximação entre jovens e tráfico é mais evidente, mas também em outras localidades em que há graves problemas relacionados à violência e ao crime.</p>
<p>Alguns projetos no Brasil procuram combater a violência através da integração das comunidades e entre as comunidades e o poder público; da valorização e divulgação da cultura negra; aulas de cidadania e resolução pacífica de conflitos; promoção da cidadania e cultura de paz através de práticas esportivas, artísticas e culturais; promoção da cultura hip hop como ferramenta de educação para jovens ; ampliação das formas de comunicação e diversificação das informações trocadas nas favelas.  Entre os projetos e instituições mais significativos que atuam nesta linha de intervenção cite-se, por exemplo, o AfroReggae, o Viva Rio e o Observatório de Favelas no Rio de Janeiro; o Espaço Criança Esperança, o MCs pela Paz e o São Pauloem Paz em São Paulo; e o programa Fica Vivo, em Minas Gerais.</p>
<p>Em Bogotá &#8211; e também outras cidades colombianas, como Medellín, Cartagena, Pereira e Manizales &#8211; que tem se destacado pelos importantes êxitos obtidos no combate à violência, projetos de teor semelhante também têm sido desenvolvidos, como o Programa de ressocialização de jovens envolvidosem violência, Programa MissãoBogotá, Guias Cívicos, Casa de Justiça, Centro de Estudo e Análiseem Convivência e Segurança Cidadã– CEACSC, desmobilização de paramilitares, entre outros.</p>
<p>A experiência colombiana é também importante por várias outras razões que envolvem os demais projetos que têm sido desenvolvidos sob a ótica da “cultura cidadã”. Esta ótica tem orientado o desenvolvimento de políticas públicas que visam mudar a cultura da população com o foco específico nas violências, mas que atuem também sobre as incivilidades e violências de potencial menor, como uma estratégia de ampliar o potencial também sobre a ocorrência das violências mais graves. Nesse sentido, Bogotá tem lançado mão, desde meados dos anos 1990, de projetos que envolvem a segurança no trânsito até aspectos como o controle do consumo do álcool (Hora Zanahoria) e o desarmamento da população.</p>
<p>Os objetivos dos projetos relacionados à segurança cidadã em Bogotá consistiam em promover uma integração entre administração local, polícia e comunidade na busca pela melhora da qualidade de vida (Policía de Cercanía); tentar solucionar pacificamente os conflitos entre particulares, familiares, comunidades, vizinhos, etc. (Programas de justiça alternativa); proporcionar aos jovens educação, ocupação no tempo livre, capacitação e inserção no mercado de trabalho (Programas de atenção aos jovens envolvidos em situação de risco, violência e drogas); propiciar espaços de convivência e fortalecimento dos laços que vinculam os cidadãos com seus entornos comunitários (políticas de reurbanização e recuperação de espaços críticos). Todos os programas promovidos em parceria com a prefeitura tinham um norte comum: fomentar uma cultura de paz e boa convivênciaem Bogotá (Mockus, 2001).</p>
<p>As políticas citadas representam uma tentativa de combater o déficit de capital social, enfrentando o desconhecimento das normas, a aceitação da violência como mecanismo de resolução de conflitos, a tolerância cultural frente a comportamentos violentos e a desconfiança entre os cidadãos e em relação às instituições.</p>
<p><strong>Investimento e disseminação de Informação e dados</strong></p>
<p>Informação é matéria prima da atividade policial e elemento fundamental para que se façam propostas eficazes na esfera da segurança, para que se avalie o resultado das medidas colocadas em prática e para o entendimento correto do fenômeno criminal.</p>
<p>Neste sentido, é crucial para o planejamento do país a realização do Censo Penitenciário Nacional, da Pesquisa Nacional de Vitimização e da coleta de dados criminais oficiais dos Estados brasileiros, de forma atualizada, periódica e de fácil acesso para os operadores e para a sociedade. </p>
<p>Além das bases de dados para formulações estratégicas, do ponto de vista operacional é preciso ampliar a alimentação do Infoseg – sistema que permite buscar em tempo real dados sobre procurados pela Justiça, veículos irregulares e armas de fogo &#8211; e disseminar sua utilização entre os policiais em campo, garantindo em questão de segundos que eles tenham acesso a históricos criminais, mandados de prisão em aberto, informações sobre veículos e armas, entre outros. </p>
<p>O ideal é uma integração de informações com outros órgãos do sistema de justiça criminal, como o Ministério Público, o Poder Judiciário e o Sistema Prisional, de modo que seja possível acompanhar um indivíduo do seu primeiro contato com a polícia até a execução da pena ou até depois de liberto, no caso de crimes hediondos. No futuro, o que se almeja é que da rua o policial possa confrontar as digitais de um suspeito com um banco de dados nacional de impressões digitais (AFIS) e que possa comparar as cápsulas coletadas na cena do crime com um banco de dados nacional de informações balísticas (IBIS). É possível ainda constituir um banco de dados fotográfico nacional dos procurados, nos moldes do Fotocrim e Fenix existentes em São Paulo, trazendo informações completas como DNA, dados biométricos e voz do criminoso, entre outras informações.</p>
<p>Cabe também um maior investimento na polícia científica, visando à agilidade da Justiça e a solução de crimes. Os institutos de criminalística, médicos legais e de identificação civil, em geral, estão sucateados, organizados de modo irracional, mal equipados, desprovidos de recursos humanos e materiais suficientes, pouco capilarizados, prestando atendimento precário e impedidos de colaborar com as polícias nas investigações &#8211; o que, em parte, explica a quase inexistência da investigação policial no Brasil (fato tão grave e escandaloso quanto negligenciado).</p>
<p>Um Ministério da Segurança, cuja criação se propõe aqui, deverá atuar fortemente para implantar sistemas integrados de informação de segurança pública para melhor combater os criminosos e o crime organizado. Não houve sequência aos projetos de unificação do controle da expedição de documentos de identificação e de bancos integrados de dados. Enquanto isso, a população fica à mercê da falsificação de documentos e dos estelionatários que tomam empréstimos e compram bens em nome de terceiros, explorando sobretudo os mais humildes e os aposentados. O Governo Federal deve atuar para que as informações criminais sejam obrigatoriamente integradas. O fornecimento de dados dos criminosos não pode depender da boa vontade do governo estadual do momento. Todos sabem que o crime não vê fronteiras e se aproveitam da desorganização do poder público.</p>
<p>Como há muito se sabe que o crime se concentra espacialmente e não está distribuído igualmente pelos territórios, a política na área de informação deve ser a de estimular a adoção de sistemas georeferenciados pelos órgãos de segurança, colocando em mapas as ocorrências criminais dos boletins da polícia civil, chamados aos 190, denúncias aos Disque Denúncia, reclamações sobre desordem urbana coletadas pelas Guardas Municipais, enfim, de todas as informações relevantes que tenham endereços e permitam a identificação de manchas de criminalidade (hot spots), de modo a concentrar também ali os efetivos e as atividades policiais e sociais.</p>
<p><strong>Propostas do Programa de Segurança e Defesa</strong></p>
<p>As reformas sugeridas pelo Conselho Temático de Segurança Pública do Espaço Democrático do PSD encontram respaldo em experiências bem sucedidas no campo da defesa da cidadania e da segurança pública no Brasil e no mundo. Implicam, muitas vezes, numa mudança de filosofia ao nível federal e estadual. Como paradigmas, propomos que o combate ao crime deva ser pensado em conjunto com uma participação ativa da própria comunidade, tanto no que se refere ao policiamento quanto na questão da ressocialização do condenado.</p>
<p>O Policiamento Comunitário e a Prestação de Serviço Comunitário são propostas que se inserem dentro dessa filosofia, assim com um Judiciário mais ágil e próximo da população &#8211; baseado na experiência dos tribunais especiais, voltados à resolução de conflitos de pequena monta ou delitos leves. Aplicação sistemática das penas alternativas, envolvimento com a comunidade no planejamento local das ações de segurança, tecnologia e informação em lugar do uso da violência nas investigações policiais e combate ao crime organizado. Estas são as grandes ferramentas que o PSD propõe para o enfrentamento da criminalidade para os próximos anos, ao lado de uma constante melhoria nas condições de vida da população e das polícias, condição fundamental para a pacificação de qualquer sociedade.</p>
<p>As políticas de segurança propostas pelo partido, deste modo, devem antes de tudo ser pautadas por uma série de princípios fundamentais, entre eles:</p>
<p><strong>Princípios:</strong></p>
<p>Obediência à legalidade e aos direitos fundamentais</p>
<p>Primado da participação popular na formulação e monitoramento das ações de segurança</p>
<p>Transparência dos atos e informações</p>
<p>Interdisciplinaridade das políticas públicas</p>
<p>Integração entre as forças policiais</p>
<p>Valorização profissional das forças policiais</p>
<p>Ênfase nos processos preventivos</p>
<p>Contínuo monitoramento e avaliação dos processos e resultados</p>
<p>Legitimidade da atuação complementar do setor privado na segurança</p>
<p><strong>Metas:</strong></p>
<p>Aumentar a proteção das fronteiras nacionais</p>
<p>Reduzir o consumo de álcool e drogas e a circulação de armas</p>
<p>Estimular a participação do setor privado na segurança e defesa</p>
<p>Aumentar a eficiência das intervenções federais e municipais na segurança</p>
<p>Reduzir os índices de criminalidade, especialmente os homicídios;</p>
<p>Reduzir a impunidade e a sensação de impunidade;</p>
<p>Aumentar a segurança e a tranquilidade dos cidadãos</p>
<p>Resgatar a confiança no Poder Público, nas Forças Armadas e Forças Policiais</p>
<p><strong>Temas Prioritários</strong></p>
<p>O universo temático é amplo mas, dada a necessidade de priorizar, o Conselho Temático de Segurança Pública do PSD elegeu alguns temas prioritários para sua agenda nacional de segurança, abaixo elencados. Nos tópicos seguintes analisamos detalhadamente cada um e fazemos propostas concretas de políticas públicas para aperfeiçoá-los.</p>
<p>Redução de fatores de risco: álcool, drogas e armas</p>
<p>Ampliação das funções do Município e das Guardas Municipais na segurança</p>
<p>Defesa das fronteiras terrestre, aérea e marítima</p>
<p>Reestruturação do Sistema Nacional de Segurança Pública</p>
<p>Reaparelhamento das Forças Armadas e autorização para seu uso, excepcional, na Segurança Pública</p>
<p>Regularização e integração do setor privado na segurança</p>
<p>Aperfeiçoamento da gestão da segurança</p>
<p>Ampliação e modernização da Polícia Federal</p>
<p>Valorização da Cultura Cidadã</p>
<p>Produção e disseminação de dados criminais</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: small;"><em><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Além de 1.727 empresas de vigilância, 1.308 empresas de segurança orgânica e 305 empresas de transportes de valores. Cf: Departamento de Polícia Federal – Relatório 2005 (disponível em <a href="http://www.dpf.gov.br">http://www.dpf.gov.br</a>).</em></span></p>
</div>
<div>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: small;"><em><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a> 2º ESSEG, 2005. Esses números correspondem à soma de 382 mil vigilantes terceirizados estimados para 2005 e 175,5 mil vigilantes orgânicos que foram, de acordo com o estudo, identificados pelo Relatório Anual de Informações Sociais – RAIS para o ano de 2003.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: small;"><em><a title="" href="#_ftnref1">[3]</a> Partindo da idéia da invisibilidade social que os jovens pobres residentes das favelas cariocas vivenciam, o antropólogo Luiz Eduardo Soares desenvolve,em seu livro Meu Casaco de General (2000), esta perspectiva da necessidade da disputa simbólica para atrair os jovens que atuam no tráfico de drogas.</em></span></p>
</div>
</div>
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		<title>Deputados aceitam propostas de Zveiter para nova lei eleitoral</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/deputados-aceitam-propostas-de-zveiter-para-nova-lei-eleitoral/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 16:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Uma das medidas assegura a presença de candidatos que pertençam a partido ou coligação que tenham representação na Câmara dos Deputados em debates nas rádios e televisões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5854" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/sergio-zveiter-23-05-2013.jpg"><img class="size-full wp-image-5854" title="sergio-zveiter-23-05-2013" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/sergio-zveiter-23-05-2013.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Deputado Sérgio Zveiter (RJ) - Foto: Cláudio Araújo</p></div>
<p>O Grupo de Trabalho formado para propor alterações no Código Eleitoral e nas Leis dos Partidos Políticos e das Eleições reuniu-se novamente nesta quinta-feira (23). De acordo com o deputado <strong>Sérgio Zveiter</strong> (RJ), que representa o PSD nas discussões, mudanças propostas por ele foram acolhidas por mais de 80% dos membros do grupo. Uma delas assegura a presença de candidatos que pertençam a partido ou coligação que tenham representação na Câmara dos Deputados em debates nas rádios e televisões.</p>
<p>“A maioria dos parlamentares também concordou com a liberdade total nas redes sociais, pois o objetivo é evitar a censura”, argumentou. “Já os sites de conteúdo na internet permanecem proibidos de comercializar e divulgar candidaturas”.</p>
<p>Leia mais no <a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/23/deputados-aceitam-propostas-de-zveiter-para-nova-lei-eleitoral/" target="_blank">PSD Câmara.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Autorizado o parcelamento de dívidas de Santas Casas e filantrópicas em até 30 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 16:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Até 2011, as dívidas das entidades beneficentes já haviam atingido R$ 11,8 bilhões. Do total, R$ 2,8 bilhões eram exclusivamente das Santas Casas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se aprovada pelo Senado e sancionada pela presidente <strong>Dilma Rousseff</strong> (PT), a proposta que autoriza o parcelamento, em até 30 anos, das dívidas com a União beneficiará as Santas Casas de Misericórdia brasileiras e todas as demais entidades sem fins lucrativos no País com atuação nas áreas de saúde e assistência social. Ao falar da medida, avalizada nesta semana pela Câmara, o deputado federal <strong>Junji Abe</strong> (PSD-SP) classificou o dispositivo como importante, porém, paliativo. </p>
<p>“A medida ameniza os efeitos do caos instalado na rede pública de saúde. Mas não elimina a causa geradora dos endividamentos das Santas Casas e demais entidades. A cada paciente atendido, serão produzidos novos débitos que continuarão crescendo, enquanto o governo federal não fizer a devida correção da tabela SUS (Sistema Único de Saúde) para cobrir os custos da assistência”, alertou Junji, que integra a Frente Parlamentarem Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas da Área da Saúde, presidida pelo deputado <strong>Antonio Brito</strong> (PTB-BA).</p>
<p>Até 2011, detalhou Junji, as dívidas das entidades beneficentes já haviam atingido R$ 11,8 bilhões. Do total, R$ 2,8 bilhões eram exclusivamente das Santas Casas. Dados da Fehosp – Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo dão conta de que, juntas, as Santas Casas paulistas e hospitais filantrópicos já deviam R$ 12 bilhões no início deste ano. Até o fim de 2013, o endividamento deve atingir R$ 17 bilhões, considerando o déficit anual de R$ 5 bilhões nos contratos e convênios com o SUS. </p>
<p>O governo paga apenas R$65 acada R$ 100 gastos com serviços prestados para os pacientes da rede pública. Apesar de a União haver sinalizado com o reajuste da tabela SUS, Junji lamentou que a correção deverá ficar bem abaixo do índice de 100%, reivindicado pelas Santas Casas. “Cobrir, de fato, os custos com os pacientes do SUS para cessar a geração de déficit, é algo que a administração federal não conseguirá fazer sem, antes, colocar mais dinheiro no caixa da saúde”, prognosticou o deputado.    </p>
<p>A existência de linhas de financiamento para as santas casas e hospitais filantrópicos não amenizam e muito menos resolvem o drama que ameaça a manutenção dos atendimentos aos pacientes do SUS. Junji assinalou que as instituições precisam de dinheiro a fundo perdido, sem pagar juros e correção monetária, para colocarem suas contas em dia. E também de repasses coerentes do governo federal, sem distorções, para remunerar os serviços prestados, evitando novos endividamentos.</p>
<p>Segundo Junji, a frente mantém as gestões para reajustar a tabela SUS. Por meio de Brito, foi criado um grupo de trabalho entre representantes das instituições conveniadas e o Ministério da Saúde para avaliar a fórmula de correção dos valores pagos pelos atendimentos aos pacientes da rede pública. O colegiado também trabalha para que o governo edite uma medida provisória contendo novas mudanças na Lei da Filantropia (12.101/2009). O objetivo é eliminar gargalos no andamento dos processos de Certificação das Santas Casas.</p>
<p>Ainda de acordo com o deputado, a frente busca convencer o governo a flexibilizar a linha de crédito do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Saúde para permitir que as Santas Casas troquem as dívidas existentes com bancos privados pelo BNDES. Assim, poderão alongar o prazo para quitação e serem favorecidas com a redução das taxas de juros.</p>
<p><strong>Novo Refis</strong></p>
<p>O texto aprovado pelos deputados federais prevê ainda abatimentos nas dívidas das entidades de saúde e assistencial. Pela nova regra, os débitos parcelados terão redução de 60% das multas de mora e de ofício, 20% dos juros e 100% dos demais encargos legais. Os beneficiados terão 120 dias, a partir da publicação da futura lei, para entrar com o pedido.</p>
<p>O Refis – Programa de Recuperação Fiscal  abrangerá os débitos vencidos até 31 de março deste ano. Também poderão reivindicar o parcelamento as entidades hospitalares sem fins econômicos, instituições de habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência. O parcelamento valerá para débitos com autarquias (INSS, por exemplo), fundações públicas e dívidas ativas.</p>
<p>Depois de viabilizar a inclusão do novo Refis para as Santas Casas na MP 600/2012, a Frente Parlamentarem Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas da Área da Saúde passou a articular junto ao governo a possibilidade de um acordo. A ideia é substituir a proposta aprovada por outra que tenha um benefício extra para as Santas Casas. Conforme a articulação desenvolvida junto à União, as instituições que pagarem os impostos correntes rigorosamente em dia poderão ter suas dívidas anistiadas.</p>
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		<title>Hugo Napoleão é novo presidente do Grupo Parlamentar Brasil-França</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/hugo-napoleao-e-novo-presidente-do-grupo-parlamentar-brasil-franca/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 20:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Colegiado é responsável pelo relacionamento oficial do Legislativo com todas as instituições oficiais francesas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5848" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/hugo-napoleao-23-05-2013.jpg"><img class="size-full wp-image-5848" title="hugo-napoleao-23-05-2013" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/hugo-napoleao-23-05-2013.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Deputado Hugo Napoleão (PI) - Foto: Cláudio Araújo</p></div>
<p>O deputado <strong>Hugo Napoleão</strong> (PI), vice-líder do PSD, foi escolhido nessa quinta-feira (23) o novo presidente do Grupo Parlamentar Brasil-França. O parlamentar substituirá <strong>Eduardo Azeredo</strong> (PSDB-MG) na coordenação do colegiado responsável pelo relacionamento oficial do Legislativo com todas as instituições oficiais francesas.</p>
<p>“Tenho participado da diretoria por alguns anos. Tenho um bom relacionamento com o embaixador francês no Brasil, com quem inclusive já tive conversas. Pretendo estender aos demais membros da comissão um amplo entendimento da relação bilateral, levantando todas as questões necessárias”, afirmou.</p>
<p>Leia mais no <a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/23/hugo-napoleao-e-novo-presidente-do-grupo-parlamentar-brasil-franca/" target="_blank">PSD Câmara</a>.</p>
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		<title>CPI investiga envolvimento de políticos na exploração de menores</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/cpi-investiga-envolvimento-de-politicos-na-exploracao-de-menores/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[“Temos algumas denúncias de políticos envolvidos, e isso é sério. Já acionamos a Polícia Federal e vamos dar continuidade aos nossos trabalhos", afirmou a deputada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5845" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/liliam-sa-22-05-2013_01.jpg"><img class="size-full wp-image-5845" title="liliam-sa-22-05-2013_01" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/liliam-sa-22-05-2013_01.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Deputada Liliam Sá (RJ) - Foto: Heleno Rezende</p></div>
<p>A relatora da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, deputada <strong>Liliam Sá</strong> (RJ) afirmou nessa quarta-feira (22) que a comissão constatou, em suas investigações, o envolvimento de autoridades políticas na exploração de menores. Ainda segundo ela, o número de denúncias aumentou após a implantação do colegiado.</p>
<p>“Temos algumas denúncias de políticos envolvidos, e isso é sério. Já acionamos a Polícia Federal e vamos dar continuidade aos nossos trabalhos. Se há esse mercado bilionário é porque há clientes e temos que penalizar essas pessoas”, pontuou.</p>
<p>Leia mais no <a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/22/cpi-investiga-envolvimento-de-politicos-na-exploracao-de-menores/" target="_blank">PSD Câmara.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eliene quer equiparar valores de planos pré e pós-pagos de celular</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/eliene-quer-equiparar-valores-de-planos-pre-e-pos-pagos-de-celular/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[“Constatamos que os preços cobrados pelos minutos de ligações em terminais pré-pagos chegam a ser 300% mais caros que os observados nos serviços pós-pagos”, disse o parlamentar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi aprovado, nessa quarta-feira (22), o substitutivo apresentado pelo deputado <strong>Eliene Lima</strong> (MT) ao projeto de lei 3906/12 de autoria do deputado <strong>Felipe Bornier</strong> (RJ) que visa coibir diferenças abusivas entre os valores cobrados em planos de telefonia pós-pagos e pré-pagos.</p>
<p>“Constatamos que os preços cobrados pelos minutos de ligações em terminais pré-pagos chegam a ser 300% mais caros que os observados nos serviços pós-pagos”, disse o parlamentar, exemplificando que um minuto de ligação em linha pós-paga para outro celular custa R$ 0,40, enquanto em linhas pré-pagas o preço sobe para R$ 1,35.</p>
<p><span style="font-size: 16px;">O substitutivo prevê ainda a restrição à diferença de preços entre planos pré e pós-pagos da mesma operadora, sugeridos pelo projeto dos deputados <strong>Junji Abe</strong> (SP) e <strong>César Halum</strong> (TO) apensados à proposta. A matéria segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).</span></p>
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		<title>Kátia Abreu alerta Congresso para situação tensa entre índios e produtores</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/katia-abreu-alerta-congresso-para-situacao-tensa-entre-indios-e-produtores/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[“Um conflito artificial entre índios e brancos está sendo armado por uma minoria. O Ministério da Justiça só defende os brasileiros índios. Quem fará justiça aos brasileiros brancos que tanto trabalham por esse país?”, perguntou a senadora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A senadora <strong>Kátia Abreu</strong> (TO), vice-presidente do PSD, denunciou o aumento da insegurança jurídica no setor agropecuário. Em discurso no Senado, nessa terça-feira (21), a parlamentar alertou o Congresso para os crescentes conflitos entre índios e produtores rurais em várias regiões do país.</p>
<p><span style="font-size: 16px;">A senadora cobrou explicação do Ministério da Justiça para a atuação da Polícia Federal. “Um conflito artificial entre índios e brancos está sendo armado por uma minoria. O Ministério da Justiça só defende os brasileiros índios. Quem fará justiça aos brasileiros brancos que tanto trabalham por esse país?”, perguntou.</span></p>
<p>Leia mais no<a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/22/katia-abreu-alerta-congresso-para-situacao-tensa-entre-indios-e-produtores/" target="_blank"> PSD Câmara.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>José Carlos Araújo defende redução de impostos para cidadãos de baixa renda</title>
		<link>http://www.psd.org.br/noticia/jose-carlos-araujo-defende-reducao-de-impostos-para-cidadaos-de-baixa-renda/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PSD</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Entre outros itens, o parlamentar destacou a necessidade da redução de tributos incidentes nos medicamentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_5838" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/jose-carlos-araujo-22-05-2013.jpg"><img class="size-full wp-image-5838" title="jose-carlos-araujo-22-05-2013" src="http://www.psd.org.br/wp-content/uploads/2013/05/jose-carlos-araujo-22-05-2013.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Deputado José Carlos Araújo (BA) - Foto: Cláudio Araújo</p></div>
<p>Por iniciativa do deputado <strong>José Carlos Araújo</strong> (BA), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), foi realizada nessa quarta-feira (22), audiência pública para discutir o impacto dos impostos nos preços finais dos produtos para os consumidores. A tributação proporcional à capacidade econômica do cidadão, a chamada tributação progressiva, foi defendida pelo deputado.</p>
<p>Araújo ressaltou a preocupação com o consumidor de baixa renda que sofre com a alta carga tributária no país. O parlamentar destacou a necessidade da redução de tributos incidentes nos medicamentos. “A responsabilidade de modificar a situação atual é do Congresso. Precisamos tomar consciência e partir para a votação de uma ampla reforma tributária. Temos que dar atenção especial ao consumo de remédios, produtos que necessitam ser desonerados. Isso sim, vai atingir todo o povo brasileiro”, argumentou.</p>
<p>Leia mais no <a href="http://psdcamara.org.br/2013/05/22/jose-carlos-araujo-defende-reducao-de-impostos-para-cidadaos-de-baixa-renda/" target="_blank">PSD Câmara.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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